OS SABOIAS. REIS E MECENAS (TURIM, 1730-1750)

“OS SABOIAS. REIS E MECENAS (TURIM, 1730-1750)”

Patente no Museu de Arte Antiga

Projeto realizado a partir dos acervos do Museo Civico d’Arte Antica-Palazzo Madama, da Galleria Sabauda e de vários outros museus e residências reais italianas, “Os Saboias. REIS E MECENAS (Turim, 1730-1750)” evoca o papel da cidade de Turim na primeira metade do século XVIII, enquanto capital do Reino do Piemonte e meta dos grandes artistas italianos e internacionais ao serviço das estratégias de poder da Casa de Saboia. A seleção das obras (mais de 100) procura evidenciar esse processo extraordinário e os contributos das mais importantes personalidades artísticas.

O percurso expositivo encontra-se organizado em seis núcleos temáticos: A Corte dos Saboias: Reis e Mecenas (os mecenas, retratados por artistas de renome, como Clementina ou Duprà, ou a própria cidade, pintada por Bellotto); As Artes em Concerto: Arquitetura, Escultura, Artes Decorativas (obras dos principais responsáveis pela revolução no gosto: o arquiteto Filippo Juvarra, o escultor e ourives Francesco Ladatte, o ebanista Pietro Piffetti); O Teatro (o espetáculo de corte através das obras de Giovanni Michele Graneri ou dos esboços para cenas do Teatro Régio de Turim, pintadas por Crosato e pelos irmãos Galliari); A Pintura (dezenas de pinturas dos artistas chamados a Turim para decorarem as residências reais: Crosato, Nepote, Ricci, Giaquinto, Mura, Rapous, Cignaroli, Beaumont…); Fontes e Modelos (na base desta mudança de gosto estão os modelos que circulavam na Europa, através de gravuras e de livros ilustrados, de Boucher, Germain, Meissonnier…); O Triunfo do Ornamento (o novo gosto contagia todas as disciplinas artísticas, como demonstra uma das peças mais emblemáticas deste núcleo: uma original carruagem de jardim).

Um ano depois, e entrecruzando com o quadro recordado num dos grandes projetos do MNAA – “A ENCOMENDA PRODIGIOSA. Da Patriarcal à Capela Real de São João Baptista” –, a exposição devolve-nos, a partir de um espólio excecional, os ingredientes da construção sistemática de um cenário de primeira grandeza, que em muito ilumina (desde logo pelas autorias comuns) o ambiente contemporâneo da Corte de Lisboa, de que o Terramoto de 1755 para sempre nos privou.

Comissariado: Edith Gabrielli e Enrica Pagella.

 

 



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