Pat Kay & The Gajos

Duas línguas e culturas em confronto.

O projecto francês Pat Kay & The Gajos está de regresso a Portugal para uma tournée de apresentação do disco “Montmartre”. Os concertos começam dia 12 de Abril no Santiago Alquimista, em Lisboa, e terminam três dias depois na Sociedade Harmonia Eborense, em Évora.

O registo que serve agora de mote para a tournée foi considerado álbum revelação em França. Entre inúmeros concertos e encontros com aqueles que viriam a influenciar o seu trabalho, como Rodolphe Burger (Kat Onoma), Calvin Russell, Yann Lavoix, Adolfo Luxúria Canibal dos Mão Morta e Mécanosphère, Pat Kay & The Gajos criaram um registo que oscila entre o pop e o rock, com elementos de electro e ainda blues folk. Confuso? Interessante talvez.

Pat Kay é alguém que consegue seduzir uma plateia e guiá-la para o seu universo com ziguezagues fluidos e fulgurantes nas línguas e culturas onde se move (o português, o inglês e o francês andam em permanente conflito). Esta história (musical) tem início quando, num programa de rádio, se cruza com o bluesman Dan Inger. Graças às composições deste, um velho sonho acabaria por tomar corpo: o projecto Montmartre.

A música que o projecto oferece é algo recheado de cores e emoções, em que o cinzento hipnótico de um céu invernal parisiense, de onde se desprendem sentimentos particularmente fortes, o azul apelador do Atlântico visto de Portugal, o vermelho-fogo de um incêndio que parece ganhar um artwork tão simplista quanto imprescindível caminham lado a lado.

A digressão tem início em Lisboa com um concerto no Santiago Alquimista, a 12 de Abril. Segue depois para Os Maus Hábitos, no Porto, o Lótus, em Cascais e a Sociedade Harmonia Eborense, em Évora. Tudo com 24 horas de intervalo.



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