“Quando a Chuva Parar” | Joana Pereira da Silva

“Quando a Chuva Parar” | Joana Pereira da Silva

A Amizade é um luxo

Duas amigas, um telefonema, uma autoestrada que liga duas cidades, as vidas percorridas a mais de 180 km/h enquanto a chuva que cai lava mágoas e leva para longe fantasmas de tempos idos, de memórias que ficaram, de uma melancolia que teima em fazer parte de uma existência que, por vezes, coloca em dúvida as certezas de outrora.

É assim, num jeito muito simples e directo, que Maria e Teresa trocam palavras ao telefone. Em género de confessionário, Teresa sente a aflição da amiga que deixa o marido e ruma a sul na companhia das suas filhas, adormecidas pela trepidação da viagem nocturna, enquanto faz zapping no conforto do sofá.

Entre as 20h55 e as 22h00 passam-se quilómetros de conversas, de regressos ao passado e, para espanto de ambas, revelam-se segredos até hoje guardados. Por entre as gotas que caem do céu destilam-se ódios, brinca-se, fala-se de amor, com humor, revêem-se vidas de certa forma interrompidas.

O diálogo criado por Joana Pereira da Silva é o corpo da escrita de “Quando a Chuva Parar”, um pequeno e intenso livro que faz parte da nova colecção “Poucas Palavras, Grande Ficção”, uma aposta da editora Guerra & Paz.

Formada em História, Joana Pereira da Silva dedica-se agora à escrita, tanto no formato romance como enquanto guionista, depois de ter trabalhado alguns anos em marketing e publicidade. O seu primeiro romance remonta a 2006 e tem como nome de código: “SGPS Sexys, Giras, Porreiras, Solteiras”.

Com este “Quando a Chuva Parar”, Joana Pereira da Silva consegue uma obra descomplexada, despretensiosa e, acima de tudo, muito divertida e mordaz, onde a amizade é o elo mais forte entre duas mulheres unidas por um passado algo nublado, um presente chuvoso e um futuro que se quer radioso.

Em breve, entrevista a Joana Pereira da Silva na Rua de Baixo



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