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Rise of the Tomb Raider – 20 Year Celebration | Análise

Sê bem-vinda de volta à PlayStation Lara!

 O passado dia 11 de Outubro foi um dia muito especial para os possuidores de uma PS4 mas sobretudo para aqueles que são fãs de Tomb Raider. Depois de ter sido um exclusivo para a Xbox One durante aproximadamente um ano – no que diz respeito às consolas, uma vez que ficou disponível para PC a 28 de Janeiro deste ano – Rise of the Tomb Raider chega por fim à PlayStation 4. Foi aclamado como um dos grandes jogos de 2015 e a sua história, que dá continuidade aos eventos de Tomb Raider de 2013, esforça-se por ser mais envolvente e por nos fazer interagir com personagens mais credíveis. No entanto os pontos altos de Rise of the Tomb Raider acabaram por cair sobre o impressionante grafismo que convida o jogador a percorrer cenários incríveis e uma jogabilidade irrepreensível, capaz de fazer inveja aos demais jogos do género. Desde o seu lançamento que elogios não param de chegar e conteúdo adicional não tem faltado para complementar ainda mais a experiência dos jogadores. O tempo de espera já lá vai, caros jogadores de PS4. Agora, também vocês poderão tirar as vossas próprias conclusões e acreditem que valeu bem a pena esperar. Rise of the Tomb Raider chega à consola da Sony num novo formato chamado 20 Year Celebration e o conteúdo que traz consigo só dá provas disso mesmo.

Tomb Raider: 20 Year Celebration não só oferece a história principal do jogo, como também se faz acompanhar por todo o conteúdo DLC lançado até agora. Vamos lá então falar sobre o tão desejado regresso da carismática Lara Croft à PlayStation.

 A acção do jogo tem lugar um ano após os eventos do seu antecessor. Lara ainda tem dificuldade em explicar os eventos que tiveram lugar em Yamatai e em busca de respostas, resolve investigar a pesquisa do seu pai sobre a cidade perdida de Kitezh. Sem vos estragar nada da história, posso assegurar-vos que do calor da Síria para o frio gelado da Sibéria, a aventura que depressa se desenrola vai conduzir a nossa icónica protagonista a momentos marcantes. Apesar de alguns clichés, a história de Rise of the Tomb Raider cumpre ao prender o interesse do jogador no que se irá passar a seguir. Nesta expedição, mais do que encontrar a fonte da imortalidade, Lara Croft tem como objectivo principal limpar a reputação manchada do seu pai, o que só lhe confere um carácter mais humano e é fácil estabelecer uma relação entre o jogador e a protagonista. Já os vilões, mesmo que façam parte da “tradicional organização maléfica”- que neste caso se chama Trinity – fogem também à irracional maldade, puramente anárquica e caótica, que muitas vezes encontramos neste tipo de jogos, mantendo uma postura que nos permite também conhecer quais e o porquê dos motivos que os movem. Mas não se apeguem que são maus na mesma. Muito!

Os mercenários contratados por Trinity não se pouparão a esforços para travar os planos da protagonista, só que Lara faz-se acompanhar por fortes argumentos que lhe vão permitir levar a melhor. Isto porque a jogabilidade de Rise of the Tomb Raider em nada desilude. Tão variado como o equipamento é o leque de abordagens que os cenários – todos eles incrivelmente detalhados e vibrantes – permitem nos mais diversos confrontos. Será que vamos optar pela extremamente gratificante acção furtiva? Ou será que nos estamos a sentir mais confiantes e está na hora de abrir fogo? Que tal uma mistura dos dois? O leque de armas é, como disse, variado, adaptando-se aos mais variados estilos de jogo. Quanto a mim, o arco mais a sua multiplicidade de flechas e a carabina fizeram maravilhas. Porém, algumas vezes precisei de recorrer à pistola ou à espingarda. Quando começarmos a sentir que estamos a ficar demasiado em desvantagem face ao armamento dos nossos inimigos, há que tirar proveito do robusto sistema de crafting que tem muito que se lhe diga. É com ele que vamos criar peças de equipamento que nos permitem carregar um maior número de munições ou até mesmo criar balas ou flechas especiais mas é também com este sistema que vamos melhorar as próprias capacidades das nossas armas. Já dentro do combate, cumpridos os requisitos necessários, podemos, da mais simples lata ou garrafa, criar uma perigosa bomba ou cocktail molotov, o que pode rapidamente virar a situação em nosso favor. Isto claro, se tivermos os materiais necessários que se encontram espalhados um pouco por toda a parte. Há que aproveitar os momentos fora de combate para explorar e recolher ou caçar o que precisamos para que estejamos sempre um passo à frente dos nossos inimigos.

 

Já que falamos em exploração, aproveitem para apreciar os cenários à vossa volta, não me canso de frisar que o devem fazer. A acção de plataformas característica da série está de regresso e de volta estão também os túmulos. Continuam a ser de cariz opcional mas surgem agora em maior número em comparação com o título anterior e nenhum fã de Tomb Raider irá deixar escapar a oportunidade de abraçar o desafio imposto por cada um deles e recolher a recompensa no final.

Por muito satisfatória que seja a aventura principal da carismática Lara Croft, tal como já mencionei anteriormente, esta edição, Rise of the Tomb Raider 20 Year Celebration traz consigo todo o restante leque de pacotes DLC lançados até agora. Tudo isto se traduz em mais horas de jogo que podem ser passadas a desfrutar dos vários modos que o jogo tem para oferecer. São eles Score Attack, Chapter Replay, Chapter Replay Elite, Remnant Resistance, Endurance (solo e co-op), Cold Darkness, Lara’s Nightmare e Blood Ties. Aborrecimento é palavra que não consta no vocabulário deste título, quer estejam a repetir alguns capítulos da história em busca de uma maior pontuação, ou a enfrentar perigos como a fome e sede em Endurance, a destruir instalações nas trevas de Cold Darkness ou a metralhar mortos-vivos em Lara’s Nightmare. Já em Blood Ties, aí sim a acção fica de lado e permite-nos explorar a mansão de Lara Croft em busca de provas em como a nossa heroína é de facto a legítima herdeira da Mansão Croft. Isto sem mencionar o DLC de Baba Yaga que surge intercalado com a história principal do jogo e que nos vai levar a uma literal caçada à bruxa. Caçada essa que irá levar-nos a momentos marcantes bem diferentes do que a história nos tem vindo a habituar e que por sua vez culmina numa impressionante boss battle.

 

Não há motivos para que os possuidores de uma PS4, que ainda não tenham tido oportunidade de desfrutar deste jogo, deixem Rise of the Tomb Raider 20 Year Celebration escapar. Uma edição bem especial onde conteúdo não falta, ao aliar à história principal todo o DLC lançado até hoje. Quer estejam a atravessar o frio da Sibéria, ou a lutar contra mortos-vivos no “aconchego” da Mansão Croft em Lara’s Nightmare, a acção não tem limites nesta história de Lara Croft que vai sendo escrita à medida que escolhem qual a abordagem que mais se adequa ao vosso estilo de jogo!



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