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Deus Ex: Mankind Divided A Criminal Past DLC | Análise

Um "regresso ao passado" da narrativa futurista de Adam Jensen

Este DLC funciona como prequela para a história principal de Deus Ex: Mankind Divided e, aqui, encontramos Adam Jensen, nove meses antes, na sua primeira missão para o grupo Task Force 29. Adam terá de se inflitrar numa prisão de alta segurança, a Penthouse, repleta de prisioneiros augmented, entrando ele próprio como um criminoso, para descobrir quais são os planos que a célula terrorista tem em marcha. Tudo começa a correr mal no momento em que um virus é introduzido no seu sistema e lhe remove todas as capacidades augmented.

Deus Ex: Mankind Divided foi um dos jogos que marcou o ano de 2016 pelas consolas do Rua de Baixo, com uma jogabilidade única, repleta de várias camadas que teremos de dominar e um mundo excepcional capaz de cativar a nossa atenção como poucos. Tal como na campanha principal, a narrativa está muito bem conseguida neste DLC, também ela repleta de profundidade e pormenores para explorar. Aberto a várias aborgagens, podemos fazê-lo de diversas formas e são muitas as escolhas que podemos tomar para resolver cada uma das situações, com os mais variados efeitos a repercutirem dessas mesmas decisões.

Começamos o DLC praticamente sem qualquer tipo de capacidades, sozinhos na nossa cela, e com o primeiro objectivo a ser o de entrar em contacto com o informador que se encontra dentro da prisão. Como DLC de Deus Ex: Mankind Divided, rapidamente damos por nós a interagir com o mundo da prisão, criando relações com os prisioneiros e executando pequenos favores que nos ajudarão depois a solucionar os próprios problemas de Adam Jensen. As personagens ajudam também a que sintamos verdadeiramente que estamos inseridos numa prisão de alta segurança, qual Prison Break futurista. Como sempre, poderemos optar por uma abordagem mais furtiva ou pela abordagem mais letal e cruel. As limitações de Adam Jensen acabam por obrigar o jogador a assumir a abordagem furtiva logo a início e, para todos os efeitos, estamos dentro de uma prisão onde queremos passar despercebidos. Mesmo assim, rapidamente temos oportunidade de provocar situações mais caóticas.  Um aspecto interessante deste DLC prende-se com o facto de podermos escolher usufruir das capacidades augmented que desbloqueámos durante a narrativa principal ou não. Sendo esta uma prequela, pela lógica não as deveríamos possuir mas a opção ficará sempre em aberto e deverá ser tomada pelo jogador. Isto porque, como devem imaginar, apesar de Adam Jensen entrar limitado na prisão, rapidamente arranjará maneira de voltar a usufruir das suas capacidades fora do comum.

A longevidade deste DLC não é muito grande, com uma duração de cerca de cinco horas para conseguir explorar todo o seu conteúdo, sendo que existe ainda um grau elevado de repetibilidade graças às opções que podemos tomar durante a narrativa. Este será o último conteúdo a chegar a Deus Ex: Mankind Divided como DLC e, muito provavelmente, a última vez que iremos ouvir falar de Adam Jensen durante os próximos anos. A Square Enix parece apostar forte na recém assinada parceria com a Marvel e o franchise Deus Ex já foi assumido como sendo um daqueles que ficará para trás nos próximos tempos. Seja como for, Adam Jensen é uma excelente personagem; este A Criminal Past funciona muito bem enquanto DLC e como forma de alimentar um bocadinho mais a nossa fome por mais conteúdo neste universo. Vamos ter saudades tuas, Adam! Volta depressa…



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