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Smix Smox Smux

“Os Gloriosos Smix Smox Smux Derrotarão os Exércitos Capitalistas!”

Críticas ou avaliações de álbuns são um pouco injustas. Condicionam o público, criam estereótipos e limitam a nossa percepção do trabalho que é/foi feito. Muitos críticos, na maioria das ocasiões, não sabem o que é uma clave de sol e, com as suas opiniões, dilaceram trabalhos que duram meses a serem concluídos. É, por essa razão, que não enveredo por esse caminho.

O desafio foi ouvir, exaustivamente, o segundo trabalho dos bracarenses Smix Smox Smux: “Os Gloriosos Smix Smox Smux Derrotarão os Exércitos Capitalistas!”. Uma banda que situa o seu registo musical entre indie rock e o pós punk. Fê-lo no primeiro álbum e mantém o estilo no segundo disco. Existem momentos onde a lírica humorística é acompanhada com um ritmo alegre. Outros há, onde o ambiente torna-se mais negro e denso, com particular destaque para a faixa que conta com a voz de Adolfo Luxúria Canibal, outro artista da cidade dos arcebispos.

Para os que gostam de associar os momentos de crise do país à música, podem fazê-lo neste disco. É propositado e o título do álbum dá-nos, logo à partida, a ideia de que isso vai acontecer enquanto ouvimos algumas das músicas que compõem o trabalho do trio de Braga. Referência, ainda, para uma alusão à política proveniente da América do Sul. Ernesto Che Guevara e Augusto Pinochet são as personalidades escolhidas. Por motivos distintos, obviamente. Drogas e prostituição também fazem parte do cardápio.

Em suma, um álbum cantado em português, de crítica social e política, de uma banda que pretende aparecer em força no panorama musical nacional. Para já, “conquistou” o vocalista de uma das bandas [Mão Morta] que mais representam a cidade de Braga. O resto, faz-se criando e tocando.



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