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STARTUP PIRATES 2012 @ LISBOA – Fim

As ideias dos piratas

A Startup Pirates Lisboa recebeu 44 candidaturas. Destas, foram escolhidas 29, de sete países diferentes, para participar no evento. Depois de quase todos terem exposto as suas ideias aos colegas foram formadas nove equipas.

Sábado, dia 8 de Setembro, foi dia do concurso no Padrão dos Descobrimentos. João Vasconcelos (Startup Lisboa), Joana Branco Lopes (AUDAX), Bruno Amaro Santos (TecLabs), Fernando Mendes (Cowork Lisboa); André Luís (Odd School), Isália Barata (Sage) e Bruno d’Alcantara Seabra (Country Manager da Orangina Schweppes Portugal) avaliaram os pitchs finais das equipas:

Built Bits: O grupo de Peter Bouda, Ricardo Marques e Pedro Conceição ganhou um ano de incubação na TecLabs, o prémio Trina Challenge e um desconto para a Odd School. A Built Bits, que em Inglês significa construir aos bocadinhos, quer ensinar as crianças, através de jogos didácticos, a programar. O objectivo é que elas se tornem mais conscientes sobre o processo que ocorre entre carregar-se num botão (a acção) e algo acontecer (a reacção). Para isto, a criança só tem de ter acesso a um smartphone ou tablet com a aplicação móvel Built Bits. Esta aplicação irá descodificar comandos que as crianças façam numa placa e mostrará os resultados no ecrã do tablet/smartphone.

TOM (Top Of Mind): Esta startup quer mudar o universo empreendedor em Angola. Paulo Bucassa, Paulo Santos e Paulo Isidoro querem apostar em duas vertentes: na Formação em Empreendedorismo e no Apoio à criação de Startups. Para isso pensam em programas de um mês, não só para jovens que se querem iniciar no mundo empreendedor mas também para quem necessita de ajuda em dinamizar um negócio já existente. A TOM ganhou um ano de incubação na AUDAX (ISCTE).

 

Simpy: Kátia Serralheiro, Rui Santos e Olle Moy ganharam três meses de incubação na Startup Lisboa. A equipa acredita que pode fazer a diferença no contexto da usabilidade de websites. Alguns sites são frustrantes de usar. A ideia do grupo é pagar a pessoas para analisarem esses sites (online e sem custos de deslocações), através de screensharing testings e no final fazer um relatório ao dono do site sobre quais são os problemas de usabilidade e user experience que o site encontra.

KEACAM: Nestor Tiglao, Fernando da Camara e Manuel Mateus querem revolucionar a forma como filmamos os acontecimentos da nossa vida e como o partilhamos. A equipa ganhou três meses num escritório da Cowork Lisboa. A ideia é ter uma pequena “nave” (quadcopter) que nos siga e filme quando quisermos. Os vídeos são automaticamente enviados para o nosso smartphone, o que permite a sua fácil partilha nas redes sociais.

 

Todas estas startups, para além dos prémios referidos acima, também ganharam um pacote de serviços da Startup Sage. Eis as outras equipas a concurso:

Act on You: A equipa de Amalia Ghiban, Mariana Pereira e Marta Bernardo deseja que o mundo seja um lugar melhor. Mas para isso acontecer a mudança deve começar em cada um de nós. Mas deve-se tomar particular atenção às crianças, que estão em altura de formação das suas consciências. É por isso que este grupo conceptualizou um Acampamento de Verão, para crianças dos 10 aos 13 anos, onde as áreas do ser e do conhecimento sejam trabalhadas, mas de forma divertida. Importante também seria o envolvimento da comunidade de pais nesta formação, pois são eles os contínuos modelos que as crianças seguem.

Back to (A)live: Maria Luísa Caeiro, António Carreira, Assunção Duarte e Rita Valinhas querem ressuscitar antigas lendas da música. Tal como aconteceu na sessão de encerramento dos Jogos Olímpicos ’12 com Freddie Mercury, o grupo quer criar eventos que consistem na projecção de filmes de concertos marcantes na história da música.

FIO: Pedro Barbosa, Mariana Baptista, Gonçalo Azenha e Luís Rodrigues querem fornecer internet grátis em Lisboa, para começar. A ideia é que qualquer pessoa possa aceder à FIO Wi-fi gratuitamente depois de assistir a alguns segundos de publicidade. A equipa colocaria pontos de acesso em alguns sítios turísticos lisboetas e o comércio local (como uma gelataria no Terreiro do Paço) pagaria pelo espaço publicitário.

Lost & Found: A ideia de Daniela Lopes e Pedro do Ó é criar um website e uma app que ajude pessoas a programar um Gap Year ou um ano sabático, por exemplo. A equipa deseja que as pessoas, ao utilizarem o site, concretizem experiências autênticas que lhes permitam a auto-descoberta. Um dos grandes objectivos do website é promover workshops e eventos por todo o mundo. Se estes se concretizarem a Lost&Found pensa ficar com uma percentagem dos lucros.

StoreMeUp: João Pina Souza, Laura Lorenzo e Lúcia Farracho querem mudar a forma como fazemos compras. Para isso, e através da democratização do marketing digital móvel, criaram uma forma fácil e grátis de recebermos todos os alertas de novos produtos das nossas lojas preferidas. O cliente pode, assim, dirigir-se à loja e saber exactamente o que comprar fazendo uma aquisição mais consciente e menos compulsiva. Esta solução estimula a comunicação entre marcas e clientes e maximiza o poder destes controlarem que tipo e de quem recebem informação, sem burocracias e em tempo-real.

Depois do evento, seguiram todos para a Pirates Party. O espírito era de festa e boa disposição, tal como foi durante toda a semana. Ninguém ficou triste por não ter ganho porque, como alguns disseram, o evento não foi só uma formação em empreendedorismo – foi uma experiência que os fez mudar enquanto pessoas. Claro que tudo isto só foi possível graças à organização, que fez um trabalho notável.

 

Fotografias de Miguel Lemos



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