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Styx: Shards of Darkness | Análise

Sai uma pizza de pepperoni com queijo extra para o goblin da mesa do fundo!

Depois de Styx: Master of Shadows ter alcançado bastantes fãs para o trabalho da produtora Cyanide, chega-nos a sequela Styx: Shadows of Darkness para continuar a história do único goblin capaz de falar como os humanos. No mundo que compõe o universo de Of Orcs and Men, Styx era originalmente um orc que acabou transformado em goblin. A sequela que agora nos chega, assenta na jogabilidade que foi construída durante o primeiro jogo. Graças ao upgrade para o Unreal Engine 4, nunca Styx nos pareceu tão bem e as suas famosas quebras da quarta parede, entre a própria personagem e o jogador, estão para ficar! Styx tem aqui que se infiltrar na cidade dos Dark Elves, Körangar, para descobrir porque é que estes formaram uma aliança com os Dwarves. O mundo de fantasia do protagonista vive repleto de detalhes para explorar e a aventura furtiva deste goblin só ganha com isso.

Styx, arrogante e com um humor negro muito característico, dirige-se várias vezes directamente ao jogador, sobretudo quando este não é bem sucedido nas suas acções e a morte de Styx é inevitável. É aí que mais lidamos com a ironia directa deste goblin: “Queres vir tu para aqui e eu agarro no comando?” “Já te apercebeste que a jogar com os pés não vais desbloquear nenhuma proeza, certo?” “Encomenda uma pizza com pepperonni e queijo extra. Isto vai demorar algum tempo!” Os inimigos que encontramos apresentam sempre grandes desafios para derrotar, sendo que o mais acertado será sempre nunca os abordar directamente. Para nos facilitar a vida, Styx chega a Shards of Darkness com um arsenal renovado de capacidades e mecânicas de acção furtiva aprimoradas. Os poderes de Styx são bastante medonhos, muitas vezes envolvendo o próprio vomito da personagem para envenenar os oponentes, ou criar clones dele próprio para distrair os guardas. Ao longo dos níveis, repito, Styx tem de passar o mais despercebido possível já que o seu forte não é, de todo, a luta corpo-a-corpo. Os níveis nem sempre são muito intuitivos e damos por nós a morrer desnecessariamente só para tentar perceber o melhor caminho. Felizmente, à medida que vamos cumprindo objectivos, Styx vai ganhando experiência que depois podemos usar para melhorar as suas habilidades e experimentar novas abordagens a velhos problemas que seriam muito mais difíceis de resolver de outra forma.

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As “bocas” ao universo Assassin’s Creed também são uma constante com Styx, em alguns momentos, a questionar-se onde andam os famosos e convenientes fardos de palha para aliviar a sua queda. Não obstante, a acção furtiva de Styx: Shards of Darkness é diferente dos da famosa série da Ubisoft, onde o confronto directo é, em grande parte das vezes, a melhor solução, sobretudo quando nos lembramos de Connor ou Edward Kenway. Em Styx:Shards of Darkness, o nosso goblin é frágil e não consegue enfrentar decentemente mais do que um inimigo com os seus contra-ataques. Isto obriga os jogadores a examinarem bem cada passo que dão e a tirarem partindo do novo modo de visão; algo semelhante à Eagle Vision de Ezio e companhia, que dá um grande jeito durante as missões em que temos que assassinar determinado alvo ou recolher um item específico numa base repleta de inimigos que não queremos alertar. Realçando com cores diferentes os itens, inimigos e objectos com os quais podemos interagir, este novo modo de visão acaba por ser a solução para grande parte dos nossos problemas. Assim, explorar o níveis não lineares de Styx: Shards of Darkness torna-se mais fácil. Sobretudo, se a isto juntarmos o sistema de crafting que permite ir criando poções e armadilhas.

Com a inclusão do novo motor gráfico, o Unreal Engine 4, Styx parece melhor do que nunca e o mundo de fantasia que o acompanha surge de uma forma fenomenal. A nível gráfico, Styx: Shards of Darkness é impressionante, pecando unicamente em alguns movimentos faciais dos humanos. Já no que diz respeito a Styx, todo o trabalho de animação de movimentos está genial. A banda sonora que acompanha o jogo, com enormes laivos de semelhança com as sonoridades da banda sonora original de The Witcher 3, ajuda a compor todo o ramalhete deste excelente produto da Cyanide que fica ainda mais rico se partilhado com um amigo online, em mortal colaboração!

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A morte não perdoa a um tão frágil goblin e por vezes a frustação toma conta das nossas jogadas quando queremos investir com mais alguma rapidez. A impaciência nunca foi amiga de ninguém, num jogo de acção furtiva e muito menos o é em Styx: Shards of Darkness. Com uma jogabilidade muito metódica, o jogador é obrigado a ser inteligente e a esperar os momentos certos para agir. Com novas mecânicas e um motor gráfico impressionante, à qual se alia a irreverência de um goblin muito peculiar, Styx: Shards of Darkness surge como uma bela surpresa num ano de 2017 que começa a ser cada vez mais brutal para as carteiras dos jogadores.



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