TAP: a imagem de um povo – MUDE

TAP: a imagem de um povo

Voa ao longo da história da companhia aérea portuguesa nesta exposição do MUDE, até 1 de novembro.

Não é só uma exposição sobre aviões, desengana-te! Nesta mostra, que celebra os 70 anos da TAP, podes encontrar vários objetos, fardas, folhetos, anúncios publicitários que contam a história da companhia, a par com a evolução dos tempos e do próprio país.

“TAP: a imagem de um povo” reforça a imagem desta instituição enquanto representante de Portugal além-fronteiras, através de vários símbolos nacionais que sempre estão associados às campanhas publicitárias e nos próprios produtos TAP, usados a bordo do avião.

“A noção de a TAP ser uma empresa de confiança [uma  das características da companhia]é que fazia com que dentro do avião quer ao nível da música, das ementas, da decoração oudos filmes promocionais, era Portugal que estava a ser reconstituído um pedaço”, explica Bárbara Coutinho, diretora do museu e comissária da exposição.

Em entrevista ao Rua de Baixo, a diretora do MUDE contou que a ideia da parceria surgiu da própria TAP que queria fazer algo para celebrar os seus 70 anos. Para além de contar a história da companhia, esta foi também uma oportunidade de “estudar essa marca do ponto de vista do design, porque somos uma casa dedicada ao design. Mas ao fazê-lo durante quase 100 anos. E, simultaneamente também, dada a dimensão e a articulação, fazer também uma análise à própria criatividade e ao design nacional o que a TAP sempre teve enquanto companhia de bandeira com o próprio país”, referiu.

Do modelo das chávenas de café, pratos ou talheres aos uniformes que eram customizados para a região onde os tripulantes viajavam, aos assentos que foram evoluindo em segurança e conforto são muitos os objetos que podemos descobrir ao passar pelas várias épocas de história da TAP.

A exposição está organizada de forma cronológica, onde se encaixam ainda três núcleos dedicados às Lojas e Delegações da TAP, aos fatores distintivos da companhia e à própria portugalidade sempre presente através de símbolos nacionais nas campanhas e produtos TAP.

A altura escolhida para a exposição nada teve a ver com a polémica da privatização da TAP mas sim com o tempo de estudo e análise da empresa para preparar a exposição. Embora, admita Bárbara Coutinho, “não escondo que, obviamente, a sua apresentação agora, num contexto da privatização, de alguma maneira, ela reveste-se de um outro significado, de outro valor que mais não seja pode fazer com que todos os visitantes que conheçam esta exposição tornem-se mais conscientes daquilo que é efetivamente o valor da TAP”.

Por ser uma exposição de verão, o MUDE espera receber muitos estrangeiros mas não descora o público nacional. A diretora do museu acredita que os portugueses vão ter curiosidade em visitar a mostra e acredita: “Acho que vai ser uma exposição de grande sucesso”.



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