The Gift

The Gift | CCB | 16 de Fevereiro

Algo me diz que há mais amor aqui | Primavera has EXPLODEd @ CCB

De Alcobaça para o mundo: assim é o percurso musical e geográfico da banda a quem Sónia Tavares dá voz. Em conjunto com Nuno Gonçalves, Miguel Ribeiro e John Gonçalves e alguns músicos convidados, Sónia presenteou o público com um espectáculo em forma lado A e lado B, como se de um vinil se tratasse.

Nuno Gonçalves partilhou connosco a história do nascimento do álbum “Primavera”, que aconteceu em apenas algumas semanas, no CCB. E por falar em nascimento, folgámos em ver uma Sónia Tavares bastante grávida, em palco, a proporcionar ao seu mais fiel admirador, o Fausto, momentos de vida intra-uterina com muita e boa música. Mas voltemos ao “Primavera”. E à Primavera que aconteceu no dia 16 de Fevereiro e que se vai repetir no dia 17, sexta-feira, em Lisboa e conhecerá ainda mais cinco cidades portuguesas.

“Primavera” é um álbum a preto-e-branco, melodioso, sereno e de recriação. Apresenta-nos um lado melodioso da banda, contrastando com grande sucessos como «Driving you slow».

“Explode” é um álbum de cor, electricidade, movimento e de criação. Costumamos pensar neste álbum como o “Sgt Pepper’s” dos The Gift. Pela forma como a viagem e o mergulho na Índia está presente num e noutro álbum. Não, não vamos comparar os The Gift aos The Beatles – são campeonatos diferentes. Mas pode dizer-se que o efeito “Explode” é o efeito “Sgt Pepper’s”, pela surpresa que causam a quem segue os seus trabalhos e sobretudo pela forma como lhes permite chegar a outro público a quem, por exemplo, “AM FM” terá passado ao lado. “Explode” valeu à banda a distinção pelo site Art Vinyl, como uma das melhores capas do ano 2011.

O intervalo permitiu-nos virar o disco, mas não tocar o mesmo. The Gift apresentaram-se com um suit full of colours, fazendo lembrar os concertos no Tivoli em Março de 2011.

Na segunda parte, o momento alto explodiu (literalmente) com uma Sónia Tavares e um Nuno Gonçalves a incendiar a plateia, no final de «The Singles». Já na primeira parte foi impossível resistir à densidade performativa na música «Primavera», onde o preto e o branco se fundiam num cinzento suave, de quem sabe que «há mais amor aqui», mesmo que o «então hei-de chorar por ti» vingue.

A noite de 16 de Fevereiro, no CCB, proporcionou a quem por lá passou todo um arco-íris de emoções e a vontade de, no caminho para casa, continuar a trautear  um «hei-de te amar. Ou então hei-de chorar por ti…» sentido e com o sentido que cada um lhe quiser atribuir. Assim são os The Gift: uma banda que dá uma forma tão particular ao conteúdo poético que é de todos.

Fotografia por FILETE. Galeria fotográfica aqui.



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