The Hacker @ Indústria

With Flesh and Bone!!!

Eis que, finalmente, uma das figuras mais emblemáticas da cena techno/electro francesa (se não mesmo a mais emblemática se falarmos de produção) aparece pelos nossos lados.

Um dia depois de ter actuado em Lisboa, no Sabotage (ex-ABS), Hacker brindou o público da Invicta, no Indústria, com um set de cerca de hora e meia ainda em jeito de promoção do aclamado “Rêves Mécaniques”, disco editado em 2004 pela PIAS (editora que acaba de editar no presente mês “Sexor” de TIGA).

The Hacker é realmente bom nos seus sintetizadores, e isso é algo que niguém lhe pode apontar, as batidas são fortes, as passagens parece que são feitas de olhos fechados mas… Hacker peca pela pouca interacção com o público limitasse a fazer o seu trabalho perfeccionista (e é de facto) mas olhar para o público parece que não é nada com ele, ao contrário da sua ex-companheira Miss Kittin que o ano passado nos brindou com um set completamente electrizante, não só em termos sonoros mas principalmente pela sua presença “rebelde” no meio dos pratos. Muito do público queixou-se desta postura arrogante de Hacker, pois quem realmente foi simplesmente pela música empregou bem os seus euros.

O Dj Set em si consistiu basicamente na apresentação do já citado “Rêves Mècaniques”, com batidas características do electroclash a que nos habitou desde 2001 e um final completamente arrepiante com o hit «Flesh and Bone», nota também para o fantástico tema «Village of the Damned», nota máxima tanto para a música, como para o que ele conseguiu fazer dela no Indústria.

Nota de destaque também para Expander, considerados por muitos o líder do underground português, da Soniculture  (distribuição a cargo da alemã Kompakt).



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