The Supervisor @ Ritz Clube (28.9.2012)

The Supervisor @ Ritz Clube (28.9.2012)

Os The Supervisor escolheram o Ritz Clube para a apresentação oficial do seu último álbum, lançado em finais de Junho, intitulado "Hold". Para além de assistir ao concerto, conseguimos falar com os elementos da banda

E podíamos dizer que este concerto foi completo e com direito a sangue, suor e lágrimas.

Esta banda tem público fixo, os amigos que acompanham a banda a cada concerto dado, mas a verdade é que no Ritz Clube estavam cerca de 150 pessoas, e nem todas eram amigas de algum elemento da banda. Acompanhando recentemente ou não, as pessoas sabem as letras, entoam-nas, e fizeram-se ouvir. Situação que assusta um pouco o vocalista – Banzo, pois quando se está em palco não há rede. Tudo acontece no momento e, para uma banda exigente como são os The Supervisor, tudo tem também de sair bem. E sai… E não assusta que as pessoas saibam as letras, confessa que isso é gratificante pois, quando fazem uma música, fazem-na para o público. Saber que estas são bem recebidas faz sentido pois deixam de ser deles para ser de todos, e é essa partilha que é importante.

A banda não apresenta o álbum de forma mecânica, mas nota-se que a “máquina” está oleada e pronta para a estrada, e muito se deve aos showcases dados nas Fnac. Confessam que estes ajudaram a limar as arestas para concertos mais longos. Se na Fnac tocam durante 30 a 40 minutos para um público tão diferente como a criança que está a ler o livro do Ruca na secção infantil, ou o casal de idade mais avançada que parou para descansar e tomar um café e acabou por ficar e ouvir o concerto, num espaço “próprio” tocam durante uma hora e meia para aqueles que pagaram para estar presentes. E não desiludem, reinventam-se mas sem se afastarem em demasia daquilo que ouvimos no LP. E isso demonstra profissionalismo, criatividade e amor pela música. Todos têm um day job, e pelo amor ao que fazem conseguem conciliar horários para falar sobre futuro, compor, arranjar e rearranjar. E ainda pensaram se o formato certo seria um LP ou um EP; decidiram-se (e bem) pelo LP pois há coesão da primeira a última faixa.

Quinze foram as músicas na setlist. No encore estiveram quatro, mas podiam ter alongado o concerto por dois motivos principais: pela qualidade que têm em palco e pelo fantástico portefólio que já tem.

Para a banda o resultado do final da noite foi muito positivo. Sentiram que o público queria mais e isso é muito importante.

É bom ter os amigos a volta, “dá gozo”, afirmam. Para quem esteve esta noite no Ritz, gozo deu vê-los a tocar, a entregarem-se muitas vezes a um público que devia estar mais presente no que toca à atenção (o silêncio nas salas de concertos hoje em dia é realmente raro). A simplicidade em palco faz com que os singles mais rodados sejam levados em ombros como o «In Rotation» ou o «No Answer». Mas não pensem que The Supervisor são simplistas, longe disso… A verdade é que a paixão que vivem pela música faz com que transpirem emoção.

E porque é que se falou em sangue, sour e lágrimas? Porque é uma banda que batalha, pois as coisas não tem caído no colo e muito agradecem aqueles que os acompanham deste o dia 1, quer seja família ou a outra família – os amigos.

Com cavalos, unicórnios ou borboletas ou o que seja que cada um vive ou vê, esperamos que tudo corra bem e que em breve consigam dar o salto, nem que seja a terras de nuestros hermanos onde o feedback tem sido inesperadamente positivo.

Banza, Renato, Ramalho e Rui são os The Supervisor, e no Ritz experienciou-se um bom concerto.



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