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Urban Sketchers Portugal

“Pôr toda a gente a desenhar a partir de observação directa”.

Hoje vamos deixar a máquina fotográfica em casa e o desafio impõe-se: representar o mundo que nos rodeia utilizando apenas um lápis e um caderno!

Bem-vindos ao mundo encantado do desenho. DESENHAR, DESENHAR, DESENHAR! Esta é a palavra de ordem para aqueles que pertencem ou que pretendem fazer parte do grupo dos Urban Sketchers e o seu manifesto é a melhor forma de apresentar o grupo.

1. Desenhamos in situ, no interior e no exterior, capturando directamente o que observamos.
2. Os nossos desenhos contam a história do que nos rodeia, os lugares onde vivemos e por onde viajamos.
3. Os nossos desenhos são um registo do tempo e do lugar.
4. Somos fiéis às cenas que presenciamos.
5. Usamos qualquer tipo de técnica e valorizamos cada estilo individual.
6. Apoiamo-nos uns aos outros e desenhamos em grupo.
7. Partilhamos os nossos desenhos online.
8. Mostramos o mundo, um desenho de cada vez.

O espanhol Gabriel Campanário, jornalista no Seatle Times, é o mentor do projecto. O jornalista começou a fazer as suas reportagens escritas, conciliando-as com desenhos no seu caderno e dispensando o fotógrafo. Rapidamente os seus artigos foram dos mais lidos do jornal, surgindo então a ideia de alargar o conceito de reportagens desenhadas a várias pessoas do mundo, nas suas cidades.

“Os Urban Sketchers Portugal nasceram a partir de um workshop de diários gráficos. No final, os participantes quiseram continuar a partilhar o seu trabalho, sendo a plataforma Blogger uma das opções para o fazer. Inicialmente com o nome de Colectivo de Diários Gráficos, rapidamente alterou o nome para urbansketchers-portugal.blogspot.com, com o intuito de estar em sintonia com o que se estava a passar mundialmente nos desenhos em cadernos. Estávamos em Março de 2009.” conta Mário Linhares, membro do grupo.

“Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.”

O objectivo que move os Urban Scketchers não é a produção de obras de arte, nem transformar os seus membros em Picassos ou Van Goghs. Saber desenhar não é uma obrigação para aqueles que pretendem fazer parte do grupo, os futuros Urban Sktechers têm apenas que “desenhar muito, publicar no blog quando quiserem e comentarem os desenhos dos outros quando lhes apetecer.”

Chegou, viu e venceu! O grupo português já conta com 208 membros, sendo por isso a comunidade com mais membros no mundo inteiro. Os membros do grupo português abrangem várias faixas etárias. Crianças de 8 ou 9 anos costumam marcar presença nos encontros de Diários Gráficos e o elemento mais velho tem 70 anos. A disputa entres sexos é renhida, 98 membros são mulheres e os restantes 110 são homens.

Queres ser um verdadeiro Urban Scketcher? Mostrar os teus desenhos? Desenhar em conjunto com outros membros Urban Scketchers?

Boas notícias. Actualmente, vários são os encontros entre Diários Gráficos e vários são os workshops de formação. “Os encontros definem-se por um aglomerado de pessoas interessadas em desenhar que sabem que juntas desenham mais, melhor e que aprendem várias técnicas uns com os outros. Estes são abertos a qualquer pessoa que queira participar. Iniciante ou profissional. Não há nenhuma regra específica, apenas um local para desenhar. No final do encontro, é costume as pessoas encontrarem-se de novo para partilharem os desenhos.

Queres conhecer técnicas de desenho? Precisas de um incentivo para te iniciares nesta aventura?

“Existem workshops temáticos, sobre um tema ou uma técnica e existem workshops de iniciação, que são dirigidos a quem ainda não tem um diário gráfico, mas quer ter e não sabe como começar.”

Tens medo de ser o único participante, temes a monotonia da formação?

“Normalmente as iniciativas de formação esgotam, pelo que é preciso estar muito atento ao blog, onde anunciamos as formações que vão acontecer, para conseguir reservar lugar.”

E quais são as recompensas que posso obter através da integração do grupo?

“Quando abraçamos um projecto a pensar apenas nas recompensas, talvez não se tenha a lucidez necessária para perceber outras mais-valias que acontecem à volta. O acto de desenhar é de uma riqueza incrível. Relaciona-se com o tempo que dedicamos a cada desenho, com a observação de determinados contextos e um registo do que vemos segundo a nossa percepção visual. Se assumirmos que, quando desenhamos, observamos melhor o que nos rodeia, então isso significa que estamos a ganhar uma melhor noção da realidade, estamos a ver coisas e pessoas que muitas vezes não damos conta. Estamos a aprender e sempre que aprendemos, tornamo-nos pessoas mais cultas, mais entusiasmantes, mais inteligentes. A recompensa é sempre única e pessoal.”

Depois de tantos pontos de interrogação, é altura de pôr mãos à obra e começar a DESENHAR!



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