“A lei do deserto” | Wilbur Smith
No deserto também se vende a Maria
Wilbur Smith nasceu na Rodésia do Norte, hoje renomeada Zâmbia. Após a edição do primeiro livro em 1964, Smith tornou-se escritor a tempo inteiro, tendo desde então publicado mais de trinta romances, inspirados essencialmente nas suas numerosas expedições pelo planeta.
Em “A lei do deserto” (Editorial Presença, 2014), livro recentemente publicado, Wilbur Smith transporta-nos até Abu Zara, no coração do Sudão, para uma trama que mete barris de petróleo, piratas somalis, sequestros, violações, aventura, romance e espírito de vingança.
Hazel Bannock é uma espécie de dama de ferro, proprietária de uma das maiores companhias petrolíferas do mundo. Quando a filha é sequestrada durante uma viagem através do Oceano Índico, Hazel não tem outra via senão recorrer a Hector Cross, homem por quem não nutre grande estima, certo de que apenas ele a poderá trazer de volta, na falta de dinamismo do governo americano mas sobretudo pela inclemência dos terroristas.
Mais do que um thriller rebuscado ou desenhado a regra e esquadro, “A lei do deserto” lê-se como um animado livro de aventuras, ainda que não consiga esconder alguma previsibilidade e cenas de sexo que poderiam ter sido retiradas de cartas publicadas na revista Maria.
“A lei do deserto” é o primeiro livro da série Hector Cross.
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