Declarações de José Sócrates, discursos de Marisa Matias, blocos de notícias, tudo foi servindo para abrir os temas que Ikoqwe foi estrear a Sines.
Artigos de: Álvaro Graça
Era a vez de Diego Baliardo subir ao palco e promover uma revisão ao espólio dos seus Gipsy Kings, para gáudio de um castelo a transbordar de gente, num detalhe que raramente ocorre numa quinta-feira.
Inaugurando o novo horário nocturno do palco principal do FMM, Melanie de Biasio endereçou-nos uma actuação extremamente elegante.
O serão de terça-feira levou-nos a visitar o Centro de Artes local. Num primeiro acto tivemos o privilégio de viajar sem sair do lugar com os Montanhas Azuis.
No balanço final, tudo igual como antes: Deus é Mulher e Elza é as duas.
A nosso ver é, com distância, o cartaz mais valioso de 2019 dos festivais de música portugueses. Dissequemo-lo.
Como é certo e sabido, Julho é altura do mundo se reagrupar em Sines e Porto Covo, e o ano de 2019 não será excepção. Está assim aberta a rota para a 21.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo.
Ainda que num tom ligeiramente mais leve no álbum mais recente, Elza Soares continua a debruçar-se sobre temas fortes como o feminismo, violência, e outras arestas sociais por limar.
A prestação da banda encabeçada por Adrianne Lenker e Buck Meek terminou em clima familiar, com toda a equipa que acompanha e auxilia os Big Thief na estrada a pisar o palco para uma interpretação curiosa e festiva de «Masterpiece».
Já sem o fantasma da chuva nas redondezas, avançámos mais cómodos para o Parque da Cidade, embora os impermeáveis ainda constassem dos nossos acessórios.