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Bunker Records

O mínimo pelo máximo.

A editora Bunker Records nasceu e permanece, vive e desenvolve-se no underground, nos bunkers e para os bunkers. Música de dança feita para o escuro, porque é o escuro o seu lugar. Gente que se diverte a fazer música, enérgica e descontrolada, respeitando as origens, sejam elas quais forem, sem deixar de abrir horizontes.

A Bunker nasceu em 1992 na cidade e capital holandesa Haia, dando som às inquietações dos loucos, dos viciados, dos necessitados da energia outrora alcançada pela dimensão da acid house. Enorme onda de respeito e influência pelo trabalho alcançado por Unit Moebius, projecto composto por Duracel, Guy Tavares, I-F e Jan. É o mesmo Guy Tavares, revolucionário, freak, apaixonado pelas raízes do rock psicadélico, industrial, dark techno, freaky techno, electro, acid house, jack trax (origem em Chicago) e qualquer som minimalista e crú produzido em máquinas. Devoto coleccionador de maquinaria de produção e distorção musical, certo na sua dedicação ao que considera ser essencial, o menor pelo maior.

Que, após tentar em vão a aproximação à editora Djax-Up-Beats – também Holandesa e com ideias de alguma forma conciliáveis com a forma como Guy via a música –  acabaria por avançar com a ideia de iniciar e  desenvolver a sua própria editora, a Bunker Records, juntamente com Dirty Brown e Miserable. Desde então a sua existência, o seu percurso, com os seus picos de notoriedade, tem conseguido uma estrutura sólida e sempre totalmente fiel à ideia dos seus criadores. Inúmeras releases em vinyl, alguns trabalhos também em cd e festas criadas dentro do conceito de que não importa quem vai ouvir mas só quem vai tocar. A Bunker é dos ratos, para os ratos e não dos coelhos nem para as lebres.

A Bunker respira, nas caves mas respira, está bem e recomenda-se, conta com um leque surpreendente de artistas, tanto no apoio à editora, partilha de ideias e ideais, como na sua divulgação, atitude e produção, como são os casos do enorme Danny Wolfers (Legowelt, Catnip, The Chicago Shags, Gladio, Smackos, Smackulator, Squadra Blanco, Salamandos, Raheem Hershel, Venom 18), Rude66, The Exaltics, Dj Overdose, Alden Tyrell, Mantra, Sendex, Godspill, Manasyt, Shemale, entre muitos outros.

A Bunker luta por manter sonoridades agarradas a outros tempos, a sensações concretas ligadas a momentos da história, à maquinaria de outros tempos, a programas de outros tempos, já que é também a evolução dos meios de produção com o aparecimento de novas tecnologias que tanto interfere nas diferenças sonoras com o passar das gerações.

Bem, não se pede que se goste, nem que se perceba. Até porque no final de contas, os poucos que entendem o que há para entender serão os poucos que gostam do que há para gostar.

Documentário:



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