cabace_header

Cabace

Alegria, mistura, dança, ritmo, África.

São estas as palavras que os Cabace usam para se descrever. Nasceram em 2009, venceram o Rock RendezWorten em 2010 e em Julho deste ano lançaram o seu álbum de estreia “Ianda Mundo”. Já com um número impressionante de seguidores, são o mais recente fenómeno da música afro feita em Portugal. A RDB esteve à conversa com a banda para perceber melhor o que é isto de música afro-good-feeling.

Falem-me um pouco sobre vocês. Como nasceram os Cabace?

Os Cabace formaram-se como duo, integrando um percussionista e um guitarrista/vocalista e tocavam principalmente nas ruas de Lisboa. Com o tempo apeteceu alargar esta formação, e a chegada dos outros elementos acabou por conferir à banda uma sonoridade bastante diferente, ainda e continuamente em evolução. Pelo menos assim o esperamos.

Vocês gravaram agora o vosso primeiro álbum “Ianda Mundo”. Como foi essa experiência?

Foi muito importante passarmos pelo processo de gravação de um disco. Por um lado porque ajudou a consolidar algumas ideias que ainda voavam soltas, por outro porque nos exigiu um compromisso mais sério com o projecto.

De onde vem a inspiração para o nome do álbum?

“Ianda Mundo” quer dizer “andar pelo mundo”, e para além de ser o nome de um dos temas do disco, invoca também a interculturalidade que está presente na nossa música.

Por falar em interculturalidade, porquê a multiplicidade de línguas nos vossos temas?

O Dawda, o nosso vocalista, compôs e escreveu as letras de todos os temas no disco. Apesar de ter nascido no Senegal, sendo filho de guineense e cabo-verdiana, passou por uma série de países dentro e fora de África até chegar a Portugal. Essa aventura e toda a cultura que foi absorvida acabou por passar para o disco, quer em forma de letras, quer no próprio meio, isto é na língua.

Como definem o vosso som?

Afro-good-feeling. É uma fusão de vários estilos africanos com outros mais mainstream como o pop, o soul e o reggae. É uma música que explora essa influência afro num ambiente mais urbano. Pensamos que a mistura que pode resultar é rica e interessante, mas acima de tudo agradável e genuína.

Esta pergunta é inevitável, mas quais são as vossas influências musicais?

Ouvimos todos muita música. Alguns exemplos, por nenhuma ordem especial são: Tito Paris, Alpha Blondy, Ali Farka Touré, Sade, Erycah Badu, D’Angelo, Salif Keita, Youssou N’Dour, Richard Bona, Joe Zawinul, Lokua Kanza, Mayra Andrade, entre milhões de outros.

De onde vem a vossa inspiração e como funciona o processo de criação?

As músicas e as letras do disco foram compostas pelo Dawda enquanto cantor/guitarrista de rua. Essas ideias passam depois por um processo, onde normalmente todos intervêm, e que visa adaptar o tema para a banda – altera-se a estrutura e introduzem-se outros recursos tímbricos, melódicos, e harmónicos. Na maioria das vezes o resultado final acaba bastante longe da ideia original.

Vocês tocaram recentemente no Festival Músicas do Mundo, como foi essa experiência?

Somos todos espectadores assíduos do FMM e portanto achámos incrível poder actuar num festival que adoramos, que seguimos, e que tem um público com uma receptividade fora do comum. O concerto acabou por comprovar isso mesmo; foi um momento muito especial para nós.

Os vossos concertos são verdadeiras festas. Quão importante é para vocês o contacto com o público?

Tentamos que a nossa música leve as pessoas a cantarem, dançarem, enfim, a divertirem-se. Puxamos ao máximo pelo público, que normalmente acaba por se deixar levar. Essa troca é essencial para que o nosso espectáculo resulte, o que felizmente acontece muitas vezes.

Para além da possibilidade de gravarem um CD, quais foram para vocês as grandes mais-valias de terem vencido em 2010 o Rock Rendez Worten?

Foi um excelente arranque e houve alguma divulgação nos media, que foi bom.

O que podemos esperar dos Cabace no futuro? Onde vos poderemos ver a seguir?

Temos algumas datas a confirmar para os próximos meses e uma muito especial: Faremos o lançamento do nosso álbum no Festival Lisboa Mistura no Teatro São Luíz. Será no final de Novembro a hora e dia ainda está para se confirmar.
Para além disso, estamos já a pensar no disco seguinte que gostaríamos que saísse ainda durante o próximo ano.



Também poderás gostar


There are no comments

Add yours

Pin It on Pinterest

Share This