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Call of Duty: Black ops Cold War | Análise | PS4

Por dentro das sombras.

Call of Duty: Black ops Cold War é o último título da saga Call of Duty e eu tive a oportunidade de o experimentar ao longo destas últimas semanas. Queria demorar um certo tempo até ter uma boa review escrita e, por esse mesma razão, irei dividir a minha análise em três categoria: Campanha, Multijogador e Zombies.

Antes deste título, Modern Warefare foi o último lançado nesta gigantesca saga e não desiludiu. Pelo contrário, foi dos poucos títulos que me voltou a colar à Playstation. Tinha tudo o que me lembrava do antigo, mas com tudo melhorado, o que fez com que perdesse algumas horas em torno do jogo. Não era bom a jogar, nem nada que se pareça, mas enquanto jogava, parecia que tinha novamente 15 anos e que a única preocupação que ia ter no dia seguinte era levantar-me para ir para a escola. Com Call of Duty: Black ops Cold War não posso dizer o mesmo. Não partilhei, logo de início, no Black ops 1, a experiência com os meus amigos e isso pesou nesta análise. O jogo é bom (spoilers) mas não tem a qualidade do Modern Warefare.

Vejamos o porquê. Desde logo, o modo campanha. Call of Duty: Black ops Cold War apresenta um modo história que ronda as seis horas e que proporciona ao jogador uma enorme quantidade de decisões a tomar por cada missão bem-sucedida. Um ponto muito bem desenvolvido devo dizer. Não só porque já não existem colecionáveis inúteis, mas porque cada decisão nossa conta para um final diferente. Cada um dos colecionáveis, agora, dão ao jogador um leque de opções e pistas sobre o que fazer a seguir. Também a parte que nos leva à investigação de cada caso e a forma de interagir com as personagens é muito interessante. Tanto podemos atirar um indivíduo por um prédio abaixo depois de um interrogatório puxado, como podemos prendê-lo para interrogatório futuro.

Nada disto era apresentado em Modern Warefare. No entanto, este título tem imensas missões em modo silencioso, isto é, matar inimigos nas sombras para, depois, sacar a informação para a próxima missão. No título passado, poucas vezes verifiquei isso, era tudo muito mais rápido e acelerado, com poucos minutos para pensar no meio de tanto tiro e soldado. Para alguns jogadores (tais como eu), é preferível a chuva de balas a que estamos habituados nos jogos de CoD, mas este estilo de jogo não significa que seja mau para toda a gente. É diferente e é preciso ter isso em mente aquando da compra.

Outra vertente muito interessante é na criação do nosso perfil. Somos sempre o Bell, mas este Bell pode ser personalizável para cada jogador. Cada um pode ter as suas vantagens em relação ao outro: mais danos nas balas, menos tempo de recuperação entre balas, recarregamento mais rápido das armas, etc…Uma introdução muito boa a meu ver.

Ainda dentro deste tema, todas as missões são muito bem feitas e detalhadas, principalmente, ao nível gráfico, desde grandes bases na neve a salas presidenciais onde andamos a matar pessoas com veneno!

Muito bom.

Vejamos agora a questão do Multijogador, um tópico diria, um pouco sensível.

Eu adorei a última versão do CoD nesta vertente e agora, em Call of Duty: Black ops Cold War a experiência tem sido um pouco “hit or miss”. Poucos desenvolvimentos foram feitos desde o último título e, os que foram feitos, parece que ficaram a meio do processo. Pouco mapas, modos estranhos e armas, claramente, favorecidas são apenas alguns dos pontos que posso adereçar à equipa de produção deste último CoD. Nada que não se possa desenvolver no futuro, aliás, acho que já estão mais mapas prometidos, mas no que toca a este início, vejo-me muito mais facilmente a retornar ao jogo antigo do que a continuar a jogar este. Deathmatch continua a ser, de longe o mais divertido para mim. Rápido e eficaz. Só é pena, mais uma vez, os mapas serem tão grandes que nos percamos ao tentar encontrar inimigos.

Precisa, definitivamente, de um ajuste.

Por fim, vejamos o modo Zombie. Mais uma vez, também aqui ficamos um pouco aquém do expectável. Dentro dos modos que Call of Duty: Black ops Cold War oferece, este é aquele em que temos de saber o que fazer, quando fazer, isto é, sabendo que temos vagas mais fortes, para o fim, o que é mais vantajoso em termos de armas ou upgrades para os enfrentar. No entanto, o facto de só existir um mapa num jogo completo, deixa-me boquiaberto. Tudo bem que o mapa é enorme, mas um mapa? Vá lá pessoal, não gozem com o consumidor! No entanto, a jogabilidade é ótima: muitos upgrades, muitas armas (principalmente a capacidade de jogarmos com o nosso layout do Multijogador é fantástico) e muitos zombies. A partir de certas ondas somos incapazes de ver o chão. Recomendo o teste sem dúvida, mas, por favor, metam mais mapas!

Veredito

Call of Duty: Black ops Cold War é um jogo em que sentimos a típica essência de CoD, até certo ponto. Tudo o que estaríamos à espera no sentido de boa história, armas, e zombies, está lá. No entanto, certo pontos que ia frisando acabam por trazer o jogo um bocadinho para baixo, principalmente naquela vertente Multijogador. Acho que com uns updates o jogo fica fantástico, mas para já, é apenas bom. Não melhor que o Modern Warefare, porém.

 

N.º de Porta:

7,5/10



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