Dear Telephone

Dear Telephone

Conversámos com a banda acerca de “Taxi Ballad”, o álbum que respira muito cinema.

“Taxi Ballad” é o nome do novo e do primeiro álbum da banda de Barcelos Dear Telephone. A banda foi fundada em 2010 e é actualmente composta por André Simão, Pedro Oliveira, Ricardo Cibrão e Graciela Coelho. Contam já com um EP intitulado “Birth of Robot” e o novíssimo “Taxi Ballad”. Esta balada com nove faixas cria um diálogo a duas vozes, interpretadas por André Simão e Graciela Coelho.

Um álbum em que a banda guia o seu próprio táxi na “confusão inspiradora do ambiente urbano”, onde se misturam os ambientes cinematográficos com os ambientes musicais. Onde a banda assume o evolução a vários níveis, desde o melhor conhecimento pessoal dos elementos como também de todo o aperfeiçoamento e complexidade de compor o álbum de estreia.

Em “Taxi Ballad” encontramos o primeiro single com o nome «That Violin Lesson Sucks», em que no videoclip podemos observar a banda num espaço do edifício perdido no ambiente urbano, mas que terá continuidade com outro single em outra parte distinta desse edifício.

A banda marcará presença no próximo festival Optimus Primavera Sound no Parque da Cidade, no Porto. Em vésperas da actuação, conversámos com André Simão, um dos fundadores da banda.

O titulo do álbum tem como nome “Taxi Ballad”, o que é esta balada de taxi? Como a caracterizam?

É uma balada muito mais no sentido cinematográfico do que musical. Os ambientes entrelaçam-se, a toada é fluida e relaxada. O taxi evoca a ideia/cliché de um espaço interior onde viajamos, entregues a nós mesmos, pela confusão inspiradora do ambiente urbano.

Qual foi a evolução que sentiram no trabalho de composição e de estúdio depois do lançamento do Ep “Birth of Robot” até ao novíssimo “Taxi Balad”?

Sentimos evolução em vários níveis. Das personagens que as vozes encarnam, cada vez mais complexas e rebuscadas, até um lado mais exploratório e denso, expresso nas guitarras, no processamento dos teclados, nas arritmias das percussões.  Depois há a questão fundamental de nos conhecermos melhor e de conseguirmos respirar muito mais naturalmente o universo estético que perseguimos.

No videoclip da música “That Violin Lesson Sucks” referem-se a uma primeira parte, já nos podem adiantar qual será a segunda parte?

O vídeo abre a porta de uma série de outros, que ocorrem em espaços distintos do mesmo edifício. Posso adiantar que o próximo espaço é o quarto (riso malévolo).

Como explicam esse fascino pelo quotidiano e pelas suas contradições?

Tem que ver com a sedução dos objectos, das circunstâncias banais, dos gestos rotineiros – que o cinema e a literatura retratam tantas vezes – e que escondem pequenos apocalipses e anti-climaxs que são a grande matéria prima da lírica dos Dear Telephone.

Qual tem sido o feedback do público (nos concertos e por outros meios) e como têm tomado contacto com ele?

Tem sido óptimo. Ainda que até aqui tenhamos estado demasiado envolvidos na construção do disco e só agora comecemos a sentir tempo e espaço para recolher reacções e conclusões.

Quais citariam como influências imediatas no vosso trabalho, quer no EP quer no novo disco?

O cinema do Greenaway, Mike Leigh, Antonioni ou Todd Haynes; Hemingway, Virginia Wolf, David Lodge… Na música, Arthur Russell, Gillian Welch, Low, Dean Blunt.

Para vós, este disco será uma projecção além fronteiras?

Não sei. Se for, tanto melhor.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This