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Diablo III: Rise of the Necromancer | Análise

Finalmente o regresso de uma das classes mais emblemáticas da série!

Desde que Diablo III foi lançado, em 2012, que os fãs da série não têm pedido outra coisa: “Tragam o Necromancer de volta!” De facto, o Witch Doctor pede emprestadas algumas das suas habilidades e até um pouco da sua jogabilidade mas, ainda assim, a Blizzard conferiu-lhe e muito bem uma identidade muito própria. Uma identidade que a coloca um pouco fora da temática em que o jogo assenta e que só fez com que, aos olhos dos fãs, se revelasse como apenas mais uma classe e não uma verdadeira alternativa ao Necromancer de Diablo 2. “Tragam o Necromancer de volta!” continuavam a gritar os fãs a cada conteúdo lançado. A relação da Blizzard com os fãs é muitas vezes como a de uma banda em pleno palco a puxar pelo público, que quanto mais quer uma música, mais alto tem de gritar por ela. O caminho para o regresso do Necromancer foi mais ou menos assim.

Dá para imaginar a malta da Blizzard a dizer:

– “Ai querem o Necromancer no jogo? Vamos a isso.

E, como que a brincar com os fãs – numa espécie de “deixa lá ver como é que eles reagem” – dentro do extenso leque de eventos que encontramos ao longo dos vários cenários do jogo, passámos a encontrar alguns em que teríamos de ajudar um Necromante a “acalmar” os espíritos em seu redor. “Tragam o Necromancer de volta!” gritavam ainda mais alto os fãs, depois de verem a sua classe preferida ali tão perto mas ao mesmo tempo tão longe. Mais uma vez dá para ouvir a Blizzard, fingindo-se incrédula, a dizer:

– “Então mas não estão contentes por verem o Necromancer no jogo? Ah! Esperem lá. Vocês querem mesmo é jogar com a classe! É isso?

– “Sim!!! – grita o público, já com voz rouca de tanto gritar – “Tragam… o Necromancer… de volta!!!

– “Ah, pronto! Já podiam ter dito! Então a próxima música chama-se: Rise of the Necromancer!!!

Por 15€, seguramente que a maioria espera que, além de uma nova classe, Rise of the Necromancer se faça acompanhar por uma história que lhe dê contexto ou novo conteúdo para explorar. Se esse é o vosso caso, desenganem-se. Existe novo conteúdo, sim, mas foi adicionado gratuitamente na mais recente actualização de Diablo III. Desde novas áreas para explorar, com direito a novos inimigos e bosses, os jogadores podem também contar com a adição dos Challenge Rifts. Estes, permitem-vos desafiar amigos ou desconhecidos a bater o tempo que levaram a completar um Greater Rift. Tudo, desde a classe, ao equipamento e habilidades que terão ao vosso dispôr, será equivalente ao que o jogador original utilizou para completar o Greater Rift em questão e cabe a vocês conseguir um desempenho idêntico ou até mesmo superior. Sejam bem sucedidos e serão recompensados com a habitual enchurrada de loot. Quem sabe, talvez até saiam deste desafio com novas builds para experimentar.

Uma vez que todo este conteúdo é gratuito, o pacote Rise of the Necromancer é puramente opcional. Com a sua aquisição, além de alguns bónus, sobretudo de cariz cosmético – como o espaço adicional para duas novas personagens, um pet, asas, um banner, uma nova moldura de retrato, um novo pennant e dois separadores para o vosso stash (exclusivo para PC) –  estão a adquirir uma nova classe. E que classe!

De facto, pouco tempo depois de começar a sua aventura, o Necromancer não perde tempo a mostrar-se impressionante e extremamente divertido de utilizar. Apesar de se fazer acompanhar por fortes argumentos em confrontos melee, para mim as builds com minions são as mais divertidas de utilizar. Se comandar um exército de esqueletos que desbravam tudo e todos, segundo os meus caprichos já é por si qualquer coisa, o que dizer da capacidade de invocar um poderoso golem, ou um grupo de feiticeiros para atacar à distância? Se pensam que a morte dos vossos inimigos lhes trará descanso, desenganam-se. Porque não explodir os seus corpos provocando ainda mais dano nos adversários mais teimosos (as saudades do Corpse Explosion!) ou usar os seus ossos para os dilacerar ou para se protegerem com a tradicional Bone Armor?

Claro que isto é apenas a ponta do icebergue. Apesar de parecer algo simplista a início, com a possibilidade de podermos recorrer tão cedo a várias invocações que fazem o trabalho por nós, será lá para a frente, quando a dificuldade subir, que iremos realmente apreciar esta classe. Desde maldições a ataques de curta e longa distância que nos oferecem um vasto leque de abordagens, o Necromancer faz-se acompanhar por um vasto leque de habilidades que é extremamente gratificante de explorar e adaptar ao nosso estilo de jogo. Devido ao preço, talvez seja difícil de recomendar este pacote DLC aos jogadores mais casuais; aqueles que apenas de vez em quando completam um “ritfzito” ou o ocasional bounty no Adventure Mode. Mas para os jogadores mais assiduos, ou aqueles que procuram por um novo motivo para voltar ao jogo, Rise of the Necromancer mostra-se como uma aquisição bem mais pertinente, talvez mesmo obrigatória – nada como aliar uma nova season ao experimentar de uma nova classe. Mais fácil de recomendar ainda é a Diablo III: Eternal Collection (PS4/Xbox One), a colecção que engloba tudo o que foi lançado e que se mostra como o ponto de partida ideal para os fãs do género que ainda não tiveram a oportunidade de desfrutar do melhor que Diablo III tem para oferecer, sentados no sofá com um familiar ou amigo!



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