Ecomusicalis

Ecomusicalis

Ecomusicalis, a música que vem da natureza, em entrevista

Música e natureza. Parece-lhe bem? O projecto Ecomusicalis vem mostrar que não há conjugação mais perfeita, ainda mais num local com tanto verde como é a ilha da Madeira. Duas grandes paixões, a música e a natureza, foram o mote para iniciar este projecto, que sublinha a necessidade que o ser humano tem em voltar à natureza. Conversámos com Rui Nelson a este propósito.

De onde surgiu a ideia para este projecto?

O projecto Ecomusicalis nasce de uma vontade mútua de juntar a música à natureza dando seguimento a uma necessidade intrínseca que o ser humano tem de voltar ao meio natural no seu estado mais puro. Para tal juntaram-se dois entusiastas de ambas as vertentes, Rui Nelson e Filipe Teixeira, e começaram por delinear no terreno o projecto na sua mais pura concepção, ou seja, a realização de vários concertos no meio do mundo natural onde os palcos são a própria Natureza.

Quando arrancou o projecto?

Este projecto arrancou em Setembro de 2011, com alguns concertos esporádicos muito íntimos onde o público era essencialmente composto por amigos e familiares. Foi a partir de Setembro de 2012 que fomos desafiados a realizar uma actividade regular, garantindo desde logo um concerto por mês no meio natural.

Como é que chegam às pessoas?

De momento, a promoção do projecto é feita essencialmente através da nossa página no Facebook que tem mostrado ser o veículo ideal para o efeito. Contamos ainda com a preciosa colaboração dos meios de comunicação social que têm acarinhado o projecto de uma forma extraordinária.

Qual o principal objectivo?

Este projecto está assente sob o lema de que “a Música com a Natureza torna-se perfeita e tem a sua causa. Nasce do equilíbrio. O equilíbrio nasce do que é justo, o que é justo nasce do sentido do mundo”. Queremos assim, desta forma despertar o público em geral para conhecer este grande um. Para que tal aconteça agendaremos, com regularidade, concertos em espaços naturais onde será dada a possibilidade de apreciar e acima de tudo contemplar esta simbiose que certamente ajudará a compreender o sentido do mundo. Com este projecto pretendemos aproximar a comunidade à Natureza, fomentando desde logo o respeito pelo seu espaço.

Porquê o nome Ecomusicalis?

O nome EcoMusicalis surgiu de forma natural e sem contestação, sendo o mesmo intuitivo e ilustrador da génese do conceito do projecto a par do mote “Em Harmonia com a Natureza”. Por sua vez a designação Eco, sobejamente associada à Natureza e à sua preservação, é também designação para o som que se repete uma ou mais vezes, sendo essa a maneira de levar a nossa mensagem. Devemos adiantar que esta é uma marca devidamente registada.

Quem está por detrás desta ideia?

O projecto Ecomusicalis é a forma natural de união de dois entusiastas vindos de mundos tão distintos. O Rui Nelson é técnico de arquitectura biológica de profissão e um apaixonado pelas actividades de Natureza que encontrou em Filipe Teixeira, professor de música, o parceiro ideal para uma ideia de longa data. Rui Nelson, enquanto técnico de arquitectura biológica, sempre teve o fascínio pelo mundo natural, tendo-se especializado ao longo dos anos no conceito das Eco-aldeias.

Por sua vez Filipe Teixeira é licenciado em Clarinete pela Escola Superior de Música de Lisboa e actualmente lecciona no Conservatório – Escola das Artes da Madeira. Está ligado a vários projectos que vão desde a música tradicional até a música puramente clássica.

Onde foram buscar o conceito?

Sinceramente não nos inspirámos em nenhum projecto existente, embora tivéssemos a perfeita noção de que este não é um projecto único. Este é um conceito que foi idealizado e concebido por nós sem qualquer tipo de influência.

Onde foi o primeiro espectáculo? Como correu?

O primeiro Ecomusicalis ocorreu dentro de uma gruta banhada pelas águas cristalinas do mar do Norte da Madeira que dá pelo nome de “Furna do Lobo”. Pudemos encontrar neste local condições que ultrapassaram desde logo a nossa imaginação, onde a neblina provocada pelas ondas embrenhava aquele local de um misticismo envolvente. A música complementou o momento que ainda hoje em dia é recordado como um dos melhores concertos EcoMusicalis.

Em que locais é que já actuaram?

Já actuamos no meio das serras da madeira, no decorrer de um canyoning, nas grutas vulcânicas de São Vicente, debaixo das cerejeiras em flor, na lagoa de inverno do Fanal, no “Cabo” da Estalagem da Ponta do Sol, entre outros.

Como é que as pessoas têm visto o projecto?

Embora sejamos muito suspeitos para comentar o projecto, a verdade é que até ao momento temos vindo a ser “mimados” com críticas francamente positivas e encorajadoras. Temos tido uma aceitação por parte do público em geral que tem superado em larga escala as nossas espectativas.

Em que locais pretendem actuar em breve?

São imensos os locais que temos em vista para actuar em breve. No entanto podemos confirmar os concertos na Quinta do Arco (Roseiral) em Maio; Poço do Candeeiro (Seixal) em Junho; Curral das Freiras em Julho; entre outros. Estamos ainda em conversações para possíveis parcerias com uma programação essencialmente dedicada ao turismo.



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