DJ French

Estivemos à conversa com um dos djs da cena electro lisboeta.

O dia 27 de Janeiro estivemos com o DJ French em mais uma noite de festa no Opart. Antes da sua actuação fomos brindados com um momento único neste espaço: uma banda ao vivo, os The Lithium.

No final Falamos com French, feliz com a noite e a distribuir sorrisos pela audiência como sempre.

RDB: Quando surgiu o gosto pelo djing?

DJ_F: O meu gosto surgiu em 1994, quando tinha 2 amplificadores e 4 colunas na minha sala e tentava mixar de um para o outro para ver o que dava. O resultado era no mínimo hilariante! Depois comprei uma mesa de mistura (a 1ª Numark que apareceu no mercado português, pelas mãos do Dj Mário Roque e do Dj Hands), dois pratos e o resto veio com o treino.

RDB: Que tipo de som passavas na altura?


DJ_F:
Nessa altura não havia muita distinção entre Techno, House e Trance (não o trance que se vive neste momento), contudo tive sempre mais apetência por sons mais “duros”, numa linha mais Techno.

RDB: Sentes diferença entre a noite e as festas na altura e o panorama actual? Enumera as principais.

DJ_F: Essa pergunta é engraçada:
1º- Quase ninguém sabia o que era esse tipo de som.
2º- Quase toda a gente detestava isso. “Martelinhos” era o que eu ouvia comentar quando tentava mostrar isso a alguém.
3º- Havia somente vários grupos de pessoas que se juntavam para ouvir o Dance da altura. Portanto, festas eram escassas e combinadas entre nós. O Alcântara fechava às 4h da manhã, o Kremlin também e depois abria às 6h para after-hours, o que nos deixava poucas alternativas. Só com a chegada do Clímax e depois do X-Club houve então a explosão geral e a festas chegaram aos pontapés. Hoje em dia “toda a gente” ouve Dance Music (desde o Drum, ao House ao Electro…). Festas é o que se vê, mas o espírito de união entre grupos perdeu-se um pouco, salvo algumas excepções.

RDB: Quem mais te influenciou quando te iniciaste?

DJ_F: No inicio: The Orb, Orbital, Plastikman, Emmanuel Top, Hardfloor, Green Velvet…

RDB: Quais são as tuas principais fontes e influências actualmente?

DJ_F:
Hoje em dia: Alter Ego, David Carreta, Savas Pascalidis, The Hacker, Anthony Rother… Basicamente quem produz Electro-Techno. Contudo, nos meus sets tenho que ser mais versátil, dependendo de onde toco e sendo assim vou desde o Electro-Pop, ao Electro-Soft, passando pelo Electroclash.

RDB: Sei que estiveste parado algum tempo por motivos pessoais. O que te entusiasmou para relançares a tua carreira?

DJ_F: Esta nova lufada de ar fresco que o Electro veio dar à estagnada musica de Dança.

RDB: Até hoje onde foi que te deu mais gozo tocar?

DJ_F: Essa é difícil, mas no Op Art, no Souk e nos After-Hours do Código Laranja é onde me dá mais gozo tocar. Aí sente-se que as pessoas aderem mesmo ao estilo de som que eu escolho para os meus sets e até já me pedem “aquela música” que eles mais gostam de ouvir. É muito divertido e gratificante tocar nestes sítios. Fora de Lisboa foi certamente no Via-In (Santarém), onde cerca de 30 amigos meus me acompanharam até lá. Toquei eu, o Dj Plagia e o Nelson Flip e foi simplesmente inesquecível para todos.

RDB: Tencionas algum dia produzir o teu próprio som?

DJ_F:
Talvez. O tempo logo o dirá.

RDB: Tens apoiado alguns projectos nacionais pouco conhecidos incluindo-os nos teus sets. Queres revelar-nos quais são?

DJ_F: Claro, existem projectos nacionais que apoio acima dos estrangeiros que todos conhecem. Eu próprio remisturo músicas deles para que se adeqúem melhor na pista de dança. Os projectos são os The Lithium (Electro-Rock) e DeadBoy (mais virado para o Electro-Techno).
Para além disto, sempre que alguém produza um som em casa e me peça para pôr nos meus sets, eu nunca recuso, como por exemplo o Creatix que segue uma linha mais Trance, mas que está a aventurar-se na produção de Electro e o Paulo aka Trindade, mais virado para o Electro-House (apesar de que por vezes não se insiram bem na linha que sigo). Temos que dar oportunidades a estes projectos que, no meu entender, valem tanto ou mais que muitos estrangeiros que por aí andam.

RDB: Qual é o teu objectivo? Onde ambicionas tocar?

DJ_F: Num grande Evento de Electro e também na pista de baixo do Lux, hehehe…

RDB: Comemoras 10 anos de djing este ano. Pretendes marcar a data com algum evento especial?

DJ_F: Tenho vários eventos especiais. Optei por passar o ano em festa e, sempre que posso, convido dj’s amigos que sejam desconhecidos do público para “abrir” para mim. Assim, comemoramos juntos e dou oportunidade a outros de mostrarem o seu trabalho.



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