ExperimentaDesign 2015

EXD 2015

Ver até onde a mente nos permite

As Far As The Mind Can See é o tema em torno do qual se move a 8ª edição da bienal ExperimentaDesign. Em 2015 esta plataforma de reflexão cultural, pesquisa e divulgação, marca também presença no Norte do país, promovendo uma descentralização da capital, e procurando novos polos de dinamização.

Porto e Matosinhos, abrem assim portas a exposições, que têm como palco o Palácio dos Correios e a Câmara Municipal de Matosinhos. Em Lisboa, volta a ser a zona de Belém, com o picadeiro do Museu Nacional dos Coches e a Cordoaria Nacional, mas também o Príncipe Real e o Teatro São Carlos, a receber a Experimenta que vai, ao mesmo tempo, “descobrindo espaços pela cidade”, segundo Catarina Vaz Pinto, vereadora da cultura da Câmara Municipal de Lisboa.

Para além do território nacional, a EXD alarga o seu trabalho aos países africanos de língua oficial portuguesa, traduzido na exposição From Hands to Mind, que revela um projecto de pesquisa na procura do que é o design em África.

O tema As Far As The Mind Can See, teve a sua exposição homónima, a inaugurar em Lisboa, no passado dia 13 de Novembro, 16 anos depois do arranque da primeira EXD em 1999. Já nesta primeira edição, se citava Buckminster Fuller “If you can’t predict the future, design it” e é sobre esta capacidade de descobrir e criar algo novo, conseguir ver o que ainda não está formalizado e depois materializa-lo, através de uma ferramenta indispensável, a mente, que se debruça a produção apresentada nesta exposição que decorre no picadeiro do Museu Nacional dos Coches.

O que se pode ver até ao dia 20 de Dezembro, são produções de 28 designers, oriundos de vários pontos do mundo, consequência da reflexão sobre este tema de “ver até onde a mente nos permite” e a expressão da individualidade criativa. Os designers foram escolhidos por três curadores: Mirko Ilic, João Castro e Marco Balasteres,. Segundo Guta Moura Guedes, presidente da EXD, “a exposição é o resultado da sua própria perspectiva como curadores do tema da ExperimentaDesign, mas acima de tudo o trabalho de 28 designers sobre o tema”.

Neste sentido, é apresentada uma exposição sobre contexto, problemas e ideias, onde o designer tem o papel de olhar para si, e perceber como comunica a mensagem ao público. O objectivo é sintetizado por João Castro: “quero que percebam a relação entre curador, designer e público que, tanto tem a ver com a mensagem como tem a ver com criar o contexto perfeito para a mensagem”.

O resultado são 28 perspectivas muito diversas, sob suportes também eles variados, desde a instalação à tapeçaria, que espelham a reflexão individual, as questões evocadas e a “resposta” ao tema proposto.

João Castro foca a subjectividade da interpretação, relacionada com a forma “aberta” e não “direccionada” como se passa a mensagem, e o trabalho mental da parte do designer na criação de algo novo, que é sempre fruto de ideias e produções anteriores. Mirko, por seu lado, menciona o impacto da mensagem, escolhendo sobretudo peças que contêm ao mesmo tempo algo de estranho e belo em si, mas que provocam reacção no observador.

Tratando-se de uma reflexão, também, sobre contextos, a EXD, no panorama das cidades que a acolhem, coloca o design como um dinamizador dessas mesmas cidades. As suas exposições dão a conhecer o design, mas também os edifícios que servem de suporte às exposições, sendo nas três cidades muito diferentes entre si. Aqui, design e arquitectura fundem-se numa divulgação conjunta, este ano naquilo que é a “relação entre a mente, o indivíduo e a criatividade”.

Imagens

EXD'15 (Lisboa) - Fotografia de Filipa Taborda

 

EXD'15 (Lisboa) - Fotografia de Filipa Taborda

 

EXD'15 (Lisboa) - Fotografia de Filipa Taborda

 

EXD'15 (Lisboa) - Fotografia de Filipa Taborda

 

EXD'15 (Lisboa) - Fotografia de Filipa Taborda



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