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Farming Simulator 2019 | Análise PC

"My life is potato“

Sendo este o meu primeiro review e sendo, também, o meu primeiro jogo do género, ou seja, simulador – tirando Sims, claro, que toda a gente já jogou ou conhece – sinto-me um pouco “fora da zona de conforto”. No entanto, dei o meu melhor para perceber a mecânica do jogo e acima de tudo, ajustar as minhas expectativas ao tipo de jogo em si.

E, no geral, tenho a dizer que não desaponta. É, aliás, uma réplica muito próxima da atividade agrícola e, por isso, merece crédito. Todavia, não passa mesmo disso. Vejamos.

Farei, primeiramente, uma abordagem ao modo single player, mais concretamente, à campanha. Recomendo, para começar, que os jogadores novos neste tipo de jogos, não façam como eu e percam um bocadinho do vosso tempo a explorar os tutoriais. São um pouco aborrecidos sim, mas cruciais para mais tarde não perderem tempo a descobrir pontos básicos do jogo. Não obstante, continuemos com a análise da campanha no modo single player.

Depois de uma cutscene de apresentação, o jogador é encaminhado para menus de customização da personagem onde se pode alterar o estilo do mesmo (roupa, principalmente), a dificuldade do jogo (que, da esquerda para a direita, temos o típico fácil, médio e difícil) e escolher o local onde temos a nossa humilde quinta: Ravenport (Estado Unidos da América) e Felsbrunn (Europa).

Depois disto, estamos prontos para começar a maior aventura de agricultura de sempre. O objetivo do jogo é, igualmente, simples e linear: ser o melhor agricultor e lucrar o máximo possível com isso.

Uma das coisas que me surpreendeu neste jogo foram os gráficos. Fui com uma ideia muito fraca e acabei por alterar a minha maneira de pensar à medida que fui jogando. Atenção, não estamos a falar de gráfico ao nível do The Witcher 3, mas, para um simulador agrícola, acho que se adequam e são agradáveis de ver e jogar.

Para ajudar no trabalho, temos imensas máquinas desde: tratores agrícolas, automóveis, camiões, etc… Tudo autorizado pelas marcas aqui expostas e que, a meu ver, estão muito bem desenhadas e estruturadas. Porém, nem tudo são rosas…

As máquinas, embora bem desenhadas como já tinha mencionado, sofrem de um grave problema que questiona a própria lei da física: barreiras invisíveis, carros extremamente leves e objetos que “trancam” o mesmo aquando o impacto, são apenas alguns dos problemas que encontrei conduzindo os veículos. Porquê trazer este critério para esta review? Isto não é um jogo de corridas ou desenvolvido especificamente com o objetivo nos veículos. É verdade, porém, estes fazer parte da atividade chave do jogo: a agricultura.

Sem estas máquinas/veículos torna-se impossível trabalhar e mover no mapa de jogo e pode ser frustrante, por vezes, querer ir a um sítio e ficar pelo caminho a meio da viagem.

Temos ainda a introdução de animais na quinta, podendo ainda montar cavalos para assim “correr” pelo mapa.

Mudando de assunto, formas de obter lucro no jogo: serralheiro, ajudar outros agricultores no jogo, vender animais… enfim, uma multiplicidade de atividades para melhorar e fazer crescer o agricultor que há em cada um. Decerto que não é um jogo para todos mas considero um jogo “completo” para aquilo que oferece. Mais uma vez não tenho termo de comparação com versões antigas, porém, parece-me um título exemplar para o estilo de jogo em causa.

Por fim, queria apenas mencionar que existem ainda os modos de jogo multiplayer e os tão criativos “mods”, que podem e devem ser explorados, assim que a comunidade libertar a sua veia inspiradora de conteúdo!

 

Nº DA RUA:
7/10

 

 

 



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