FESTIVAL PEÇAS DE UM MINUTO

Festival de peças de UM MINUTO

Um rápido, porém profundo, panorama da dramaturgia contemporânea

O “Festival de peças de UM MINUTO” estreia já no próximo dia 2 de maio, no Chapitô, em Lisboa. Esta iniciativa de entrada gratuita está inserida na programação do Ano do Brasil em Portugal e é desenvolvida pela companhia de teatro brasileira Parlapatões. Trata-se de uma versão luso-brasileira deste festival de sucesso no Brasil que, como o nome indica, mostra peças de teatro de apenas um minuto de duração. Nilton e Filomena Cautela são os padrinhos desta versão portuguesa. Na primeira semana do Festival, de 2 a 5 de Maio, será apresentada a versão brasileira, composta por uma selecção dos melhores textos encenados nas edições do Festival já realizadas no Brasil. Na semana seguinte, entre 9 e 12 de maio, será apresentada a versão portuguesa, composta pelos textos dos autores portugueses seleccionados. Os espectáculos têm início às 22h.

Os textos portugueses foram escolhidos a partir de desafio lançado em Março aos autores, dramaturgos, guionistas e redactores a residir em Portugal: escrever uma peça com a duração de 1 minuto (regulamento disponível aqui). Os 30 melhores textos são encenados pelo conhecido grupo de teatro “Parlapatões” em Lisboa e, depois, em São Paulo.

A partir da encenação dos 30 melhores trabalhos, Nilton e Filomena Cautela, os padrinhos desta versão portuguesa do Festival, vão eleger o seu preferido.

Nesta primeira fase, foram ainda convidados alguns autores/escritores a participarem neste projecto através de uma parceria com a editora Leya. Os seus textos serão também interpretados em palco, juntamente com o textos vencedores, nomeadamente, Tiago Rebelo (com o texto “O Anúncio do Casamento”), Patrícia Reis (“Contracorpo ou Corpocontra”), Abel Neves (“A Espera”), Fernando Moreira (“Bacon é Bacon”), Pedro Eiras (“O Quarto”) e Ricardo Alves (“Sebastião e Zahra”).

Programa:

2 a 5 de maio – 22h– sessões de textos brasileiros
9 a 12 de maio – 22h – sessões de textos portugueses

Entrada Gratuita

Sobre o ‘Festival de Peças de UM MINUTO’

O “Festival de Peças de UM MINUTO” nasceu em 2008, como uma brincadeira. Era um convite para uma aventura dramatúrgica e, ao mesmo tempo, um desafio entre vários autores: escrever uma peça teatral que tivesse, no máximo, um minuto de duração. Foram convidados pouco mais de sessenta consagrados dramaturgos brasileiros. E a grande maioria, cerca de cinquenta, aceitou.

Os Parlapatões encenaram todos os textos numa única montagem. Cada peça tinha um director convidado e estrutura independente dos outros textos. No palco, um grande relógio mostrava ao público o tempo de duração de cada encenação e, entre cada peça, projectava-se numa tela o título e o autor da obra. A síntese gerada por cada pequena encenação trouxe um resumo do estilo de cada autor. A montagem fez enorme sucesso de público e tornou-se involuntariamente um rápido, porém profundo, panorama da dramaturgia contemporânea.

Em 2010, os Parlapatões retomaram o “Festival de Peças de UM MINUTO” com um novo formato. Fizeram um concurso nacional, com prémios aos autores, para escolher novos textos de UM MINUTO. Entre mais autores de 200 inscritos, 30 peças foram escolhidas e encenadas. Cinco peças de autores convidados completaram a montagem. Agora, em 2013, a equipa dos Parlapatões, composta por dez actores, três técnicos e um produtor, levam a Lisboa uma encenação que reúne o melhor das duas edições brasileiras.

Além de traçar um panorama da dramaturgia contemporânea, este projecto permite ainda um intercâmbio com dramaturgos portugueses. Uma forma compacta que permite às artes cénicas brasileiras mostrar uma síntese da sua dramaturgia bem como viver a experiência da dramaturgia portuguesa, pelo olhar de um grupo que dialoga intensamente com dramaturgia contemporânea e abre a possibilidade de diálogo com a sua língua materna.

Sobre os Parlapatões

Em 1991 surgiu o grupo teatral Parlapatões, voltados para a comédia, técnicas circenses e improvisação. Produziram mais de 46 diferentes espectáculos, promoveram eventos, mostras e festivais.

Hoje, o grupo tem o seu teatro próprio, o Espaço Parlapatões, reconhecido nacionalmente pela sua programação artística e pelo seu papel na revitalização do centro da cidade de São Paulo.

O vasto repertório dos Parlapatões já circulou por todo o Brasil e pelos seus principais festivais: FTC (Curitiba); FILO (Londrina), FIT (Belo Horizonte) e Porto Alegre em Cena. Destacam-se as peças: PPP@WllmShkspr.br; Piolim (Grande Prêmio da Crítica APCA); Sardanapalo, (Festival de Edimburgo, Escócia); e U Fabuliô, (representante oficial do Brasil na Expo 98), em Lisboa; As Nuvens e/ou um Deu$ Chamado Dinheiro; Prego na Testa; Hércules e O Papa e Bruxa. Além-fronteiras, os seus espectáculos já se apresentaram na Espanha, Portugal, Chile, Escócia e E.U.A.

Sobre o Ano do Brasil em Portugal

Entre 7 de setembro de 2012 e 10 de junho de 2013, o Brasil traz até Portugal a sua cultura, do mais tradicional ao mais actual, através de diferentes manifestações artísticas e culturais, tais como teatro, cinema, música, literatura, artes plásticas, dança, gastronomia, entre outras. O período de gestação de uma nova forma dos portugueses e dos próprios brasileiros conhecerem e reconhecerem o Brasil contemporâneo.

Para Antonio Grassi, Comissário-Geral do Ano do Brasil em Portugal e Presidente da Funarte, “a intenção é fazer com que este intercâmbio inédito entre os dois Países ganhe uma estrutura mais definida, que deixe frutos. Há um desconhecimento muito grande por parte dos brasileiros, em todas as áreas, do Portugal contemporâneo. Por outro lado, a nossa grande diversidade musical também não ecoa em terras lusitanas. Ou seja, há vários exemplos de um Portugal novo, diferente das “caravelas do nosso imaginário”. E também precisamos levar para o outro lado do oceano o Brasil que não é só o das novelas”. E, finaliza, “a importância do evento, principalmente no âmbito cultural, está no facto de que a troca de olhares na produção artística extrapola o palpável e colabora com sectores como o turismo”.



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