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Gunrose

Nova frente de ataque de rebelião sónica.

Contar as personas criadas por Nuno Rosa é tarefa complicada, o denominador comum costuma ser a rosa – seja a cor, seja a flor – uma vezes melosa, noutras agressiva.

A mais recente vem armada e prepara as hostes para a rebelião: GunRose é para a pista de endurance, tem EP de estreia e nova noite no Lux.

O que te fez criar este novo alter-ego?

Já há muitos anos que me apetecia fazer musica só e apenas a pensar na pista de dança. Sempre achei que tal coisa seria impossível porque tinha à minha volta imensas barreiras criadas por mim e um enorme preconceito pois considerava a “música de pista” na sua grande maioria um lado “menor” da produção musical. Apesar desse preconceito profundo sempre me fascinou o seu som, a dinâmica e o ritmo da mesma. Com o passar dos anos, esse preconceito foi-se deteriorando e mais recentemente como numa espécie de revivalismo Punk electrónico nasceu o GunRose.

Que sonoridade o move?

É assumidamente um projecto mais rebelde. Quando penso nisso vem-me à cabeça o Punk, Techno, House, Electro e Rock. Mas sei que as coisas não vão ficar presas a estereotipos. Aliás, basta ouvir a remistura que fiz agora para os SoulBizness para se perceber que de Punk não tem nada e de Pop alguma coisa…

Sentes que há necessidade de responder a um determinado tipo de público?

Em primeiro lugar há a necessidade de responder a mim próprio. Eu não queria entrar por ai… afinal sempre defendi a pluralidade. Odeio fundamentalismos e alimentar isso é contribuir para a criação de ghettos musicais. Se existem pessoas que querem ficar dentro dos seus ghettos com cavalos brancos ou óculos rayban às cores, rastas e charros, vestidas de preto ou num eterno loop de um bass groove isso é lá com elas. Eu acredito na diversidade porque o mundo, a arte e a cultura não é nem preto nem branco e nem foi criado à base de um código binário.

Como descreverias o teu primeiro EP, Gregory Bag?

Melhor do que eu, deixo-te as palavras da editora: Em terrenos de 4 por 4, com o volume máximo, é movido pelo Techno, House, Electro, servidos num modo progressivo e tenso para um público acelerado e pronto para dar a vida na pista.

Vais iniciar as noites DSIDE, queres definir o conceito?

Just move your feet to dancefloor do some pogo and dance till you die!!!…

Parece-me que tens um gosto especial pelo renascimento ou renovação enquanto artista, então onde fica o Nuno Rosa?

Numa boa mesa e numa boa cama!



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