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One Eyed Jacks

Radicais Livres

Os Photonz lançam-se no panorama editorial com uma nova editora. A One Eyed Jacks carrega o nome do bordel de Twin Peaks e o espaço para a estranheza adjacente, muitas vezes esbarrada na vontade totalitária das editoras.

Aquarian Ball / Urban Dreams é o volume 001.

Que objectivos traçaram para a One Eyed Jacks?

A primeira vez que idealizámos a One Eyed Jacks (OEJ) esta era, para nós, o equivalente a uma carta de alforria – algo que colocasse nas nossas mãos a decisão das faixas que entram nos discos, e também a forma como queríamos apresentar estas faixas às pessoas (artwork, etc). Nunca nada é assim tão simples, claro. Agora, com uma editora com o conteúdo totalmente gerido por nós, surge a necessidade de saber quais os riscos certos a tomar, saber como manter um diálogo saudável com a distribuidora e, também, lidar com a vontade que surge usar esta estrutura para outros artistas que julgamos “pertencerem” de alguma forma à OEJ. Acho que o maior objectivo neste momento é fazer discos que gostássemos mesmo de encontrar nas prateleiras das lojas, daqueles que íamos querer comprar quase sem pensar.

A editora surgiu motivada pela recusa ou pela vontade agir?

Nós até não tínhamos as editoras mais difíceis de lidar a trabalhar conosco. Não tínhamos grande razão de queixa. Era mais o aproveitar de uma oportunidade que surgiu através da distribuidora Rubadub para criar uma visão nossa. Ficámos completamente apaixonados pela ideia de escolhermos nós a música dos discos e o artwork. Falámos com o Márcio Matos a.k.a. Javenger Dourado, que era o nosso artista favorito já desde os primeiros flyers de Zonk, e tudo começou a encaixar. Cada pequeno encaixe perfeito de circunstâncias nos empurrou para a frente.

Que coordenadas sonoras a definem?

As mesmas de Photonz, mas com mais mentes a ajudar. É tudo muito composto por idiossincrasia na medida que assumimos que há bom mau-gosto. Somos influenciados por muita coisa abertamente cheesy da Rave dos inícios. Desde a Kaos Records de 1994, com os synths redondinhos e samples Étnicos até música de dança comercial como Robin S, 2 In A Room, The Nightcrawlers, Armand Van Helden. Depois tens um lado mais austero e underground que muitas pessoas já associam aos nossos sets, como as coisas mais Acid/Chicago House/Jak, que nos vai sempre bater com uma força inexplicável. Adoramos New Beat, Psych Rock, cenas maradas tugas como Tropa Macaca e Gala Drop. Temos uma paixão exacerbada pelas produções dos Neptunes…  Italo… Bunker… Detroit…  The Gun Club… E uma mistela heterogénea.

À parte dos Photonz, que artistas têm em mente para o catálogo?

Temos alguns artistas em mente, que se cruzaram conosco já depois de termos pensado a editora. São sobretudo artistas que nos são próximos de alguma forma. Na nossa cabeça há quase uma espécie de “família musical” mais próxima e é por aí que queremos ir. Queremos que, apesar de a OEJ ser uma mistura de influências heterogénea, haja algo como uma cola invisível que de um sentido ao todo. Não vamos ainda divulgar a música não-photonz que queremos editar. Está tudo ainda a definir-se a esse nível.

Como tem sido o feedback ao primeiro release?

Tem sido surpreendente. Neste momento temos apoio da Dirty em peso (Pilooski e Dirty Soundsystem), do JD Twitch dos Optimo, do Ewan Pearson (que tocou as faixas em Ibiza!), Tim Sweeney, Snuff Crew, o nosso tuga-extraordinaire Tiago (que ao tocar a Aquariam Ball nas festas Trust fez com que muitos DJ’s de Lisboa nos viessem perguntar sobre a faixa dos “drums”), Mugwump (Kompakt), Perc, Issakidis,Todd Burns (Resident Advisor), James Holden e outros. Vamos ver no que dá.

Quando sairá o próximo?

Estamos a tentar que o próximo esteja cá fora no final de Outubro. E um disco de Photonz também.



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