Homefront: A Última Defesa

Homefront: A Última Defesa

Batatas a Murro.

Afinal o ano de 2013 não acabou sem que revisitássemos uma vez mais os anos 80…e infelizmente assim como no caso do “Plano de Fuga”, pelas piores razões.

Phil Broker (Jason Statham) é um agente da DEA (Unidade de Combate a Narcóticos), infiltrado num gangue de motoqueiros chefiado por Danny T. (Chuck Zito) e o seu filho Jojo (Linds Edwards). Após uma intervenção policial imperfeita, a identidade de Brocker fica exposta e após uma cena típica de perseguição, Danny T. é detido, enquanto Jojo é abatido pela polícia.

Danny T. jura vingança!

Desiludido Brocker decide partir para a pequena cidade natal, da sua entretanto falecida mulher, e aí viver com a sua filha (Izabela Vidovic) dias mais calmos.

Contudo uma série de coincidências perfeitamente inverosímeis, leva a que esta desejada vida tranquila seja transformada numa epopeia de “batatada” digna de um típico “Série B” do princípio da década de 80 (Stallone dá uma mãozinha na adaptação do texto de Chuck Logan para o cinema), quando Gator (James Franco), um pequeno traficante conhecido de Danny T. decide cair nas boas graças do gangue, usando para isso….Brocker.

O que é por vezes frustrante neste Homefront, é que ao contrário da grande maioria dos filmes deste género, tem um elenco repleto de gente que sabe o que faz e que aqui é…banal.

Começando em James Statham , que parece disposto a desaproveitar o seu talento da mesma forma que Stallone fez com o dele, com escolhas miseráveis, uma atrás da outra. Não quero com isto dizer que Homefront é o pior filme que vi este ano, muito longe disso, mas é um filme de tal forma previsível que basta ver o início para deslindar o fim. No meio, a falta de originalidade é desoladora, como desolador é também, o aproveitamento dos meios humanos ao dispor.

Para ser justo, Statham até cumpre o seu papel, ele não tem culpa que a personagem que lhe deram, seja de tal forma previsível e unidireccional que nem sequer existe o suspense quanto ao final do filme.

Tudo é bastante claro: Ele é invencível, nunca se engana e raramente tem dúvidas!

Podia ficar-me por aqui na avaliação a Statham , mas para seu azar (ou meu…) vi em 2005, um filme excelente de seu nome, “Revolver”.

Nesse filme Statham é soberbo!

Pensei que com uma demonstração de talento como essa, iria ele construir uma grande carreira, construída com boas escolhas (tanto em termos de realizadores como de argumentos e papeis) para gaudio de todos nós. Mas nada disso aconteceu e Statham arrasta-se em papéis bastante rudimentares, entre duros de poucas falas e mercenários de faca e alguidar.

Muito semelhante ao seu mentor Stallone que apesar de alguns papeis demonstrativos do seu talento, escolheu o caminho mais fácil, vivendo dos músculos e de frases cabotinas.

Mas o desperdício infelizmente não se fica pelo actor principal, temos também: James Franco; Winona Ryder; Frank Grillo; Kate Bosworth e Clancy Brown …a desperdiçar talento ou a talvez a trabalhar para pagar as contas, o que não se pode levar a mal…

Com grande pena minha (eu que até sou saudosista), não posso dizer que os anos 80 estão de volta e abrir um sorriso.

Homefront, à semelhança de “Plano de Fuga”, é um exercício de futilidade e mau gosto, dando a ideia que nos anos 80, só existiram filmes maus, chumaços nos ombros e penteados cheios de laca…e isso ofende-me profundamente.

Vai para casa com um Não Satisfaz!



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This