MODA LISBOA 2016

MODALISBOA TOGETHER #3

A 47ª edição da ModaLisboa despediu-se ontem da capital com os desfiles de Ricardo Preto, Olga Noronha, Patrick de Pádua, Filipe Faísca, Ricardo Andrez, Nadir Tati, Kolovrat e Luís Carvalho, mas promete voltar em Março.

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O último dia de apresentação de propostas para a Primavera/Verão 2017 abriu com o desfile de Ricardo Preto que exibiu a sua coleção de senhora no Showroom Maserati. A coleção intitulada “Do you see me?” tem como influências a beleza luxuriante das Filipinas e as linhas puras da Arquitetura moderna que se refletem nas silhuetas estruturadas em tons navy, nude e branco.

A coleção “Ode” de Olga Noronha tem como pilares conceptuais a saudade, melancolia e paixão que dão corpo a um conjunto de peças de joalharia que une a tradicional Filigrana Portuguesa, as cores do barroco de Queluz e a sina do fado. Uma coleção carregada de significado que dá uma nova vida à Filigrana portuguesa e que homenageia o fado. O desfile fechou com um emocionante momento entre a designer e a fadista Mariza que assistiu à apresentação da coleção na primeira fila.

Patrick de Pádua surge com “Fado” que se debruça, tal como o nome indica, no destino. A coleção prima uma harmoniosa mistura entre as sonoridades do hip-hop e o trinar das guitarras portuguesas, que não deixa de representar a beleza que se pode encontrar na conjugação de opostos e que se encontra nos coordenados na junção do estilo tradicional ao sportswear. Predominam as silhuetas oversized, fluída, solta e ampla e as cores preto e rosa que são aliada às transparências.

Filipe Faísca

Filipe Faísca

“Retrospetiva” da autoria de Filipe Faísca celebra os seus 25 anos de carreira e é uma reflexão sobre o passado, o presente e o futuro. Podemos encontrar desde vestidos plissados, a peças de seda, veludo e cabedal, em tons de amarelo sol, azul índigo, branco giz, camel, mel, verde militar e verde recife. O desfile terminou com uma chuva flores por parte de Filipe Faísca sob forma de agradecimento.

Filipe Faísca

Filipe Faísca

Assuntos como identidade de género, raça e desejo invadiram a passerelle no desfile da coleção “Perhaps” de Ricardo Andrez que optou por vestir os seus modelos com fatos de corpo inteiro para que nem a cara nem nenhuma outra parte do corpo fossem visíveis. Apresentou, assim, a sua coleção unissexo cujos tons variavam entre o preto, rosa, cinzento, amarelo e azul.

Inspirada na história de vida do povo Angolano, Nadir Tati apresentou “Caminhos da Alma”. Os tecidos africanos marcam presença, como habitual, desta vez em cores mais sóbrias, mas sempre com um pop de cor. Nesta coleção podemos encontrar fatos, gravatas e camisas de cortes modernos, tanto para homem como para mulher, e vestidos de noite carregados de pormenor.

Lidija Kolovrat teve como mote “Medo ou amor” e interligou a estética industrial e romântica. Como resultado, t-shirts oversize, malhas desfeitas e remendos de impressões gráficas com proporções relaxadas e alguma assimetria.

Luís Carvalho encerrou esta edição da ModaLisboa com a coleção “Heart of Glass”, que certamente conquistou muitos corações. As influências remontam aos anos 70, com os estilos pop/rock. Uma verdadeira explosão de cor que se consolida em silhuetas tanto skinny, como XL, tanto crop, como longa e em acabamentos em vinil, sarjas de algodão e aplicações metálicas.

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