Necrosymphonic Entertainment

Uma netlabel nacional que acaba de se estrear com a edição do single dos The Dead Poets.

Your worst choice in music, ever.

Lema da NE

Para quem está atento à evolução do mercado discográfico, e principalmente à Internet, as Netlabels não são nenhuma novidade. Em Portugal existem alguns exemplos bastante interessantes, que disponibilizam as faixas de uma forma gratuita, bem como todo o layout gráfico do disco, para que não falte nada ao “consumidor”. Depois de termos falado na Test Tube e da Merzbau, temos todo o gosto de vos apresentar a Necrosymphonic Entertainment (NE).

Apesar de ter iniciado a sua actividade como netlabel há muito pouco tempo com o lançamento do single dos The Dead Poets, a NE já existe desde 2003, como uma “micro editora, num espírito totalmente independente e dedicada basicamente à divulgação de maquetes e Ep’s em cassete”, como nos confidenciou Carlos Monteiro, um dos responsáveis pelo projecto.

Embora a editora tenha sido pensada principalmente para divulgar projectos de “blackmetal e grindcore”, surgiu a necessidade de alargar “o seu espectro para campos totalmente distintos”. Com o passar do tempo e com o amadurecimento do projecto, a NE estendeu-se a muitas outras áreas. Neste momento, para além de ser uma NetLabel, a NE é também uma agência de management e uma organizadora de eventos.

A principal motivação para a existência deste projecto reside no inconformismo dos seus mentores como nos explicou Carlos Monteiro; “a nossa principal motivação é abrir os olhos ao público. Fazer as pessoas pensar, crescer, aprender”. A ironia colocada no lema da editora é bem representativa desta vontade e tem como principal objectivo, “chocar e alertar” as pessoas, mostrando que existe muita coisa para descobrir.

A primeira sugestão à não-inércia mental das pessoas é o single dos The Dead Poets que foi recentemente lançado. A escolha deste projecto para primeiro lançamento da NE “não foi por acaso”. O carácter mais mainstream e comercial do projecto serve para captar a atenção das pessoas, que mais tarde “serão educadas no sentido de abrirem a mente a novos sons”.

A validade dos projectos que podem “caber” na NE é efectuada através da qualidade técnica apresentada e não apenas na sua estética. “Se nos enviarem uma maquete bem gravada de um grupo de bailes, teremos o gosto delirante de os editar”, disse-nos Carlos Monteiro. Embora não fechando a porta aos projectos estrangeiros, a prioridade é para a música nacional “porque já existe muita coisa boa a ser feita que necessita ser divulgada”.

Ainda com a primeira edição bem fresquinha no site, já está a ser pensada a segunda edição da NE. O nome: Túmulo de Ligeia. A ideia: “um projecto que mistura House/Electro e Trance com vocalizações de Grindcore e com spoken word cantado em português”. Interessante o suficiente para merecer um download? Penso que sim.

No futuro existirão muitas novidades, pois a editora vai “tentar lançar um projecto de um estilo diferente em cada edição”. Por isso não se admirem quando daqui a uns meses, ao abrir a página da NE, encontrarem um disco de “HardCore, um de Drum ‘n’ Bass e um de DeathMetal”.



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