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NEO POP

Viana do Castelo recebe o upgrade NEO POP, três dias non-stop num festival electrónico que recebe DJs e Produtores conceituados da vaga mais deep do techno e do house.

A tradição festivaleira em Portugal, nos moldes que conhecemos hoje – se bem que progressivamente alterado ainda mantém as raízes bem fundas no norte do país. Há pouco mais de uma década a oferta era uma sombra do que é hoje oferecido e marcar a diferença nem sempre está relacionado com uma exaustiva venda de uma “experiência” à distância de um bilhete.

Em Viana do Castelo, entre 13 e 15 de Agosto decorre o NEO POP, um festival de música electrónica, herdeiro da tradição do Anti-Pop (que estabeleceu as coordenadas para o potencial de um cardápio sonoro estritamente ligado à música de dança) que transporta para a cidade do Minho alguns dos nomes referencia no panorama actual da produção e DJ.

Os cabeça de cartaz internacionais incluem o holandês Joris Voorn, o patrão da Border Community James Holden, Matthew Dear como Audion num projecto arrojado que cruza música com a imagem da video arte, Alex Under, Guy Gerber recentemente presente no Lux, Paul Ritch em representação de outro som francês, Alex Under à frente de uma Espanha renovada, Paul Kalbrenner da Bpitch e a dupla Whighnomy Brothers.

A marca nacional fica encarregue de alguns nomes que presistem na manutenção de uma actividade regular e estabelecida como DJs e produtores: Freshkitos, Manu, Miguel Rendeiro, Magazino, José Belo ou João Maria (num especial after-hours pela Bloop).

A RDB conversou com Raul Duro sobre algumas particularidades e expectativas para NEO POP.

Como surgiu o Neo Pop?

O Neo Pop surge no seguimento do conhecido festival Anti Pop, digamos que é um upgrade, melhores condições, melhores preços, mais bares, novas áreas. Contudo, mantemos o mesmo staff, os mesmos visuais e a mesma qualidade artística que tem vindo a estar presente nas últimas edições.

Porquê Viana do Castelo?

Em primeiro lugar, porque o local é excelente, segundo porque Viana do Castelo reúne todas as condições que desejamos, quer a nível de parques de campismo como hoteleiro, terceiro porque é longe dos grandes centros urbanos o que afasta muita gente que pode não interessar daí o mote “Spread it with caution” (espalha-o com cuidado), por último, a proximidade a Espanha que tem um público fiel neste tipo de eventos.

Como defines o conceito do festival?

O conceito tem-se criado ao longo do anos, mas a nossas maiores apostas, são nos artistas, no cenário natural e visual, no ambiente e na segurança. Julgo que por poucas palavras podemos definir o festival em 3 palavras: aristocrata (pelo elitismo de pessoas abrangidas), rebelde (pela ousadia) e  apaixonante (pela cultura musical futurista e das novas tecnologias)

Quais são linhas directivas da programação?

Todos os anos tentamos trazer artistas que nunca vieram a Portugal, mas começa a ser difícil, por outro lado, gostamos de repetir quem realmente se identifica connosco e tem prazer em partilhar estes momentos. Destaca-se pelo Tech House, Micro House, Minimal e Deep House, todos na sua vertente mais festiva por se tratar de um evento ao ar livre e não o normal (dentro de um clube).

Quais são as expectativas para o festival?

Esperemos que o tempo nos ajude, mas esperamos umas 4000 pessoas ao dia, talvez 5000 no sábado. Da nossa parte está tudo pronto…



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