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Niagara

Sim, uma banda de House.

Os Niagara são uma banda de House, com ano e meio de existência.

Eles são de Lisboa, mais propriamente de Loures. O António e o Alberto, desde sempre. Já a Sara, desde que veio de Nova Inglaterra, nos Estados Unidos.

Todos adoram e cresceram com música. A Sara toca piano desde criança. O António e o Alberto tocam “o que calha”. O Alberto pertenceu a bandas como os “We Shall Say Only The Leaves” e “One Might Add”, da qual ainda faz parte.

Podiam chamar-se Iguazu em vez de Niagara, mas a malta ainda pensava que eram uma banda de forró, como os “Harmonia” de Loures.

RDB – Quais as vossas influências maiores? O que vos leva a criar?

António – Niagara São várias e não são todas relacionadas com a música de dança. Talvez uma das maiores para todos seja Beach Boys e o Arthur Russell. Mas também algum Disco e House do início. Tambem os Neu! e  os Can e os La Duesseldorf.

Às vezes usamos samples de alguns dos nossos discos favoritos para começar algumas músicas, outras vezes nem estamos propriamente a pensar em nenhuma destas coisas. Há ideias para faixas que são tiradas de outras coisas.

O que acham do cenário da música de dança por cá? Acham que se valoriza? Acham que há espaço para todos?

Espaço claro que há. Até porque as pessoas parecem estar a fazer coisas muito diferentes. Quanto ao que achamos acerca do cenário da música de dança cá, não temos bem uma noção assim tão geral. Não conhecemos muitas das coisas. Mas por exemplo, conhecemos os Photonz e gostamos muito das faixas deles. Também nos agrada bastante o trabalho do Tiago.

Que formato preferem para actuar?

Nós até agora só tocamos uma vez (no Lounge) e foi analógico no sentido em que não usámos computador como é típico nestas coisas. Mas não sei com serão os outros concertos.

Provavelmente vamos continuar a tocar neste formato em que cada membro da banda está a tocar um instrumento. Até por que é assim que gravamos. A maioria das nossas faixas – tirando alguns beats – são tocadas. Portanto, achamos piada a parcialmente recriar isso ao vivo, até porque é o nosso som.

Que ambições tem para o futuro?

Bem, continuar a fazer música boa. Tocar mais umas vezes, quando fizer sentido e fazer discos, quando também fizer sentido.

E quanto a projectos em marcha?

Estamos a acabar algumas faixas e fazer outras. Em princípio algumas dessas coisas deverão sair em formatos diferentes.

O vosso melhor momento como Niagara?

Quando fizemos uma das músicas que mais gostamos em 3 horas. Começamos a fazer e fizemos tudo de seguida. Era bom que todas as coisas corressem assim tão bem como essa.

Como se complementam?

O nosso processo de composição vai variando. Mas regra geral, o Alberto e a Sara gravam alguns instrumentos e algumas pistas de coisas que acharem bem, e eu vou alterando e manipulando com efeitos o que eles gravaram e tento dar uma estrutura à faixa. Depois eles olham para a estrutura que eu já tenho e adicionam mais coisas e alteram o que acharem bem. No final trabalhamos todos para o resultado final da faixa. Mas nós variamos este processo. Muitas vezes eles chegam com uma ideia e gravam ou eu samplo alguma coisa ou temos só um som e depois trabalhamos a partir daí. É mais ou menos assim que nos completamos, embora nós não sejamos muito organizados e estejamos sempre a trabalhar em várias faixas ao mesmo tempo. Por isso, é difícil descrever um processo de uma maneira muito certa.

Porquê Niagara?

Bem o nome surgiu porque o Alberto encontrou uma caixa de fósforos que tinha uma imagem de uma cataratas que nós achamos serem as do Niagara e depois descobrimos serem as do Iguazu. Mas o nome Niágara é muito melhor que o nome Iguazu e por isso não nos importamos nada com o erro.



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