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Olá e Adeusinho

Peça encenada por Beatriz Batarda, em cena no Teatro do Bairro Alto até 6 de Junho.

O Teatro da Cornucópia estreou no passado dia 6 de Maio, a peça “Olá e Adeusinho”, com encenação de Beatriz Batarda, a partir do texto escrito em 1965 por Athol Fugard (África do Sul, 1932) e traduzido por Jaime Salazar Sampaio.

“Olá e Adeusinho” é um texto atípico na obra do autor sul africano, aclamado por criações de carácter marcadamente político, claramente opositoras ao regime de apartheid. A narrativa de “Olá e Adeusinho”  parece não encerrar em si nada do contexto político e social que mediou a sua escrita, tratando-se, antes de tudo, de um drama humano, universal, facilmente transportável para qualquer época e geografia.

Em “Olá e Adeusinho”, um irmão, uma irmã e uma pai invisível reencontram-se após anos de separação. Percebemos que o irmão permaneceu na casa paterna, a cuidar do pai que sofrera um acidente, enquanto a irmã, jovem rebelde e mal amada pela família, escolhera partir, voltando agora para reclamar qualquer herança.

A história familiar desvenda-se tal qual um puzzle que vai sendo construído através de diálogos amargos ou súbitos enternecimentos da memória As personagens confessam-se intercalando uma postura clara e racional com o quase colapso nervoso.
Dinarte Branco e Catarina Lacerda dominam o palco envolvendo o público numa reflexão sobre a vitimização perante uma suposta fatalidade inerente ás escolhas que desenham a rotina de cada um ou, por outras palavras, sobre a desresponsabilização perante o si e os outros.

Em cena no Teatro da Cornucópia até 6 de Junho, “Olá e Adeusinho” apresenta Beatriz Batarda como uma encenadora talentosa e prometedora.



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