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Pantha du Prince

aka Hendrik Weber.

No terceiro trabalho do alemão Pantha du Prince – Hendrik Weber de nome próprio – existe uma sintaxe afecta ao meio ambiente, com tudo o que ele pode ter de fantástico ou demolidor.

Em “Black Noise” sente-se a natureza tingida de efeitos ora hipnóticos e envoltos de luz- “Welt Am Draht” – ora siderais, com evocação da ordem natural ancorada numa espiral melódica sensitiva,simples e circular-“Behind the Stars”.

“A natureza existe o Homem transforma-a” é premissa que encaixa no passeio sonoro emanente em Black Noise. Há como uma adaptação do músico ao espaço físico e deste à sua sonoridade, com tudo o que nele emerge de bucólico e sensorial.

O lado mais minimal techno continua a inspirar o músico/produtor e dj alemão, os ambientes densos repetem-se ao terceiro disco, mas há, talvez, uma maior amplitude na hora de destilar o efeito que certas atmosferas lhe provocam.

Rasgar fronteiras musicais gerando uma dinâmica  em que comungem a electrónica mais dada a minimalismos e uma atmosfera que priviligie o alcance dum lado natural pode parecer previsivel, já que recuando um pouco na carreira de Pantha podemos constatá-lo (“This Bliss” é basilar na explicação dessa comutação sónica entre natureza e musicalidade) tal a sequência em oscilações de sons e vagas telúricas a rondar a repetitividade sonora.

Ao terceiro disco o músico possivelmente exagere nessa emergência mais prematura.

Pantha du Prince talvez se perca ao ressalvar na sua viagem ritmica as vibrações no âmago dos efeitos electrónicos e cósmicos que lhes impõe – “Satellite Snyper” e “Stick to My Side” respectivamente, mas deixa, por isso mesmo, uma sugestão de bilhete para viajar nos recantos dessa natureza que o inspira capaz de nos deixar sem regresso garantido.



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