Point Break

Point Break – Caçadores de Emoções

Se não está estragado, é melhor não mexer

Point Break de 2015 é claramente um filme diferente da versão original de 1991, e isso poderia apenas significar que um e outro poderiam ser apreciados de maneiras diferentes por públicos diferentes em tempos diferentes mas, infelizmente, não é.

Onde o filme original vivia da espiritualidade rebelde de Patrick Swayze e da luta interior de Keanu Reeves, este prefere apoiar-se numa espécie de filosofia Jack Ass em modo mash-up com bebidas energéticas. Isso poderia não ser um problema se não existissem os antecedentes intransponíveis de 1991, como a busca do Soul Surfer que existia dentro de Johnny Uath, a cena clássica de localismo com Anthony Kiedis dos Red Hot Chilli Peppers ou o papel secundário de Gary Busey a emprestar alguma ironia ao enredo, já que foi “Big Wednesday”, um filme seminal na história do surf, que o atirou para a fama.

Agora ao invés de um maçarico do FBI que aprende a fazer surf, temos um maçarico do FBI ex-poli-atleta que, qual 007, já nasceu capacitado para cometer todas as loucuras que decidir e sair incólume. Ele é surfar ondas XXL em Cortes Bank sem nenhuma preparação ou escalar sem equipamento uma das mais altas montanhas da Venezuela, sempre acompanhado por festas recheadas de drogas, bikinis, iates e petro-doláres que nada ficariam a dever a qualquer reality show da MTV. O surf, esse, ficou pelo caminho e com ele todo o desenvolvimento dos protagonistas e o glamour do filme original.

Não é pela falta de história que o filme peca já que isso nunca foi problema para o original, é pela falta de carisma e magnetismo das personagens, pela sedução visual e sobretudo pela falta de estilo.



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