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Porto7 – Festival Internacional de Curtas-Metragens

Terá início já no dia 10 de Junho a 2ª edição deste festival que, apesar de ser ainda novidade no panorama nacional, conta já com um rol impressionante de participações, oriundas de 41 países. Fiquem a conhecer melhor este festival, através de uma entrevista ao seu director.

Irá decorrer de 10 a 14 de Junho, no Museu Nacional Soares dos Reis, a 2ª edição do Porto7 – Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto. A RDB entrevistou por e-mail Francisco Lobo de Ávila, director deste jovem festival.

Como surgiu a ideia de organizares o Porto7?

A ideia de organizar o Porto7 surgiu na sequência de um convite recebido para fazer a programação de cinema num espaço da cidade do Porto. Apercebi-me que haviam condições para fazer um festival de cinema nesse espaço e uma equipa com vontade de realizar o projecto. Havia espaço na cidade para um festival dedicado à curta-metragem.

Que esperas desta segunda edição do festival?

O grande estímulo à continuidade do festival foi o interesse de realizadores nacionais e estrangeiros, com mérito e qualidade reconhecida internacionalmente, em participar num festival sem prémios monetários em que apenas estava um troféu em disputa.

Depois de constatar que o Porto7 2008 tinha cumprido os objectivos a que se propôs, estes mantêm-se para a segunda edição. O Porto7 pretende ser um espaço que, através de projecções e outras actividades culturais, potencie o intercâmbio entre público e realizadores, assim como a troca de ideias entre diversos agentes culturais.

Acho curioso o espaço escolhido para o festival ser o Museu Nacional Soares dos Reis. Como surgiu essa oportunidade?

Após a primeira edição, diversas entidades da Cidade reconheceram a importância do Porto7, disponibilizando os seus espaços para a realização do mesmo. A nossa escolha recaiu naquele que reunia as condições ideais para a filosofia do Porto7. Concentrar num espaço único projecções e outras actividades culturais, proporcionando um maior intercâmbio entre público e realizadores. Consegue-se assim convergir distintos tipos de público num só evento.

Tens alguma opinião acerca da deslocalização das salas de cinema da cidade do Porto para os shoppings na periferia? Haveria já massa crítica para o regresso do Cinema ao centro do Porto?

Esta situação é um reflexo do que se passou com a baixa portuense. O envelhecimento das grandes salas de cinema aliado ao pouco investimento dos seus proprietários, geralmente particulares, fez com que a concorrência, que tem interesses comercias na exploração do cinema, afastassem o público das salas de cinema no centro do Porto.

Felizmente no centro da cidade está a surgir uma nova dinâmica artística/cultural, que creio que poderá em pouco tempo chegar à área do cinema. Por esta razão o Porto7 continuará a utilizar espaços no centro da cidade, com entrada livre num claro objectivo de dinamizar o cinema na baixa do Porto.

Quantos filmes estão a concurso no festival? De quantas nacionalidades?

A organização do Festival recebeu mais de 350 curtas-metragens para competição, oriundas de 41 países. De Portugal recebemos 30 curtas-metragens.

O Porto7 terá 7,5 horas de filmes em competição e 10,5 horas de filmes em sessões de exibição.

O Festival irá exibir cerca de 80 curtas-metragens dentro das categorias de ficção e animação, sendo que em competição estão cerca de 50, sendo cerca de 8 portuguesas. São exibidos para competição cerca 30 videoclips de todos os géneros musicais (pop, rock, hip-hop, ligeira, electrónica, etc). De Portugal estão em competição 4 videoclips.

Para além das sessões competitivas, têm planeados outros eventos?

O Porto7, como espaço privilegiado de intercâmbio entre público e intervenientes nas obras cinematográficas, preocupa-se em proporcionar espaços adequados a essa interacção. Deste modo após as sessões, num espaço do Museu Nacional Soares dos Reis (Jardim da cerca), teremos o ambiente ideal para o convívio entre todos.

Dar a conhecer a cidade a quem nos visita é também um objectivo do festival, para que os participantes sintam o “espírito da cidade”, que realmente torna este certame único. Temos acordos com agentes turísticos da cidade, de forma a proporcionar visitas a locais emblemáticos da cidade.

Voltando um pouco atrás, achas que existe público na cidade do Porto para mais iniciativas deste género?

O sucesso e o entusiasmo constatado através das diversas opiniões de participantes, de órgãos de informação especializados e do público, que esteve presente nas diversas actividades promovidas pelo festival na sua primeira edição, serve de estimulo à direcção do festival para dar continuidade à existência do Porto7.

Existem já ideias para uma edição de 2010?

Claro que sim. O Porto7 não dura apenas 5 dias, é um festival que por si próprio se cria dia a dia. Posso afirmar que o Porto7- 2010 já está em produção.



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