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Scout Niblett @ Galeria Zé dos Bois

Any questions? It’s minimal and it’s great! 16 de Dezembro de 2009.

Emma Louise Niblett. O Scout é uma homenagem à personagem da escritora Harper Lee do seu livro “Por Favor Não Matem a Cotovia”,  Jean Louise “Scout” Finch. O título em inglês soa muito melhor – “To Kill A Mockingbird” – mas avancemos.

Casa cheia (mais uma vez!) para receber, de braços abertos, o regresso da inglesa ao Aquário. Não houve primeira parte. Houve uma bateria. Houve uma guitarra. Houve Scout Niblett. E foi mais do que suficiente.

Niblett é conhecida pelas suas prestações minimalistas. Em palco está só. Alternando entre a guitarra e a bateria, com a sua voz como ponte de ligação. Mostra que com pouco se pode conseguir muito.

Os temas vão desfilando, uns após os outros. O silêncio impera pela sala, interrompido aqui e ali com um “shiiiu!”. A música de Scout Niblett consegue-nos agarrar assim. É simples e, ao mesmo tempo, cheia, densa, complexa. A sua voz de menina – como ela própria referiu, bem humorada a meio de concerto, quando alguém brincou com o tom de voz usado: “could I have a little more vocals here?” – é vital. Tudo gira à sua volta. Quando se ouve a voz de Scout Niblett não podemos deixar de pensar que aquela voz aparentemente frágil vai falhar a qualquer momento. Depois vem a surpresa. Por vezes parece que se passeia mesmo sobre o fio da navalha. Mas aguenta-se sempre. Guia-nos.

De quando em quando, após finalizar um tema, ouve-se da boca de Scout Niblett: “Any questions?”. O pessoal ri-se. Ela também – “OK!” – e prossegue com o concerto. Uns minutos depois a cena repete-se. A certa altura, Niblett repete a pergunta. É então que alguém, no fundo da sala, decide aproveitar a deixa. Então, durante alguns minutos podemos a assistir a uma agradável conversa/entrevista acerca da colaboração que Scout Niblett levou a cabo com Steve Albini e, em especial, sobre o feitio difícil que muitas vezes é atribuído ao músico/jornalista/produtor.

Não houve encore. Esse ficou prometido para um futuro regresso, devidamente acompanhada por uma banda. Pode ter sido simples e minimalista, mas todos saíram dali bem cheios.
Serviços mínimos como este são sempre mais do que bem-vindos!



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