header_scout-8215

Scout Niblett @ ZDB

Sweet Sixteen.

Dia 5 de Novembro. O dia em que a ZDB celebrava o seu décimo sexto aniversário. Motivos de interesse para dar um salto à Rua da Barroca não faltavam. Havia U.S. Girls. Havia Sun Araw. Havia Emma Niblett, mais conhecida no mundo da música como Scout Niblett. E também havia pipocas à borla, logo à entrada, para quem quisesse.

Quem frequenta a ZDB sabe que são muitas as vezes em que os concertos não começam a horas, o que acaba por nem ser mau de todo, porque permite ter alguma margem de manobra e precavermo-nos para eventuais atrasos. Desta vez apenas se verificou um dos pontos que acabei de focar. O atraso do escriba. Conclusão: não foi possível rever U.S. Girls. Rever, porque Megan Remy já tinha passado por aquele mesmo espaço em Fevereiro deste ano, para abrir para os muito recomendáveis Real Estate.

Os Sun Araw foram então o primeiro concerto da noite, pela razão supra citada. O duo de Long Beach trouxe ao aquário da ZDB o seu som pautado por pinceladas de rock psicadélico e experimental. Um concerto para pôr o corpo a ondular, sem grandes excessos porque as sonoridades da noite não estavam para aí viradas.

Seguiu-se a razão pela qual muitos dos presentes se deslocaram à ZDB: Scout Niblett. A inglesa vinha apresentar o seu mais recente álbum, o sexto da carreira, “The Calcination of Scout Niblett”. A entrada em palco foi feita por entre uma chuva de aplausos e com um colete reflector laranja, que a acompanhou durante todo o concerto. As pessoas são animais de hábitos e Niblett não é excepção. Entre os temas que marcaram presença no concerto não faltou o «Any questions?», porém desta vez ninguém fez perguntas.
Scout Niblett conhece bem o aquário. A última passagem por aquela sala foi há quase um ano atrás. Por essa altura «The Calcination of Scout Niblett» ainda não tinha visto a luz do dia e, não menos importante, Emma tinha vindo só, sem qualquer elemento a acompanhá-la. O concerto que daí resultou foi óptimo mas no ar também ficou a promessa que o regresso, quando ocorresse, seria com banda. Pode-se dizer que a promessa foi cumprida. Desta vez Niblett não veio sozinha. Consigo trouxe um baterista. E ainda bem que assim foi. Não porque «The Calcination of Scout Niblett» precise de uma bateria. Antes pelo contrário. No entanto, a presença do baterista permite que Emma se liberte e se abra, numa forma muito própria e introvertida é certo, a quem a escuta.

Em Calcination existem duas constantes: Niblett e a sua guitarra. E uma não vive sem a outra. Emma consegue em palco personificar de forma perfeita aquilo que os seus álbuns transparecem: solidão e angústia. Tenho a noção que ao ler estas palavras, pode passar a ideia de que a música de Niblett é fechada sobre si própria e que procura deixar todos de fora. Que um concerto seu se pode tornar uma experiência desagradável. Nem por um momento isso acontece porque Niblett faz questão de partilhar tudo com quem a estiver a ouvir. Se não acreditam, julguem por vocês próprios numa próxima oportunidade.

E para terminar… Parabéns ZDB!



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This