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Scratch Massive

A conversa em torno de “Nuit de Rêve”, o álbum mais coerente da banda até hoje.

Scratch Massive deram à luz o seu primeiro álbum “Enemy and Lovers” no ano de 2003 e daí para a frente vieram sempre a surpreender-nos com as diferentes inovações de álbum para álbum.

Agora, Maud Geffray e Sébastien Chenut trazem-nos o recente “Nuit de Rêve”, levando-nos até aos míticos sons da era New Wave dos anos 80 ou para uma banda sonora de filme imaginário.

Quisemos saber mais coisas acerca dos Scratch Massive, fazendo assim algumas perguntas a Maud.

Primeiro que tudo, e antes de irmos ao centro das atenções que é o vosso novo álbum “Nuit de Rêve”, falem-me um pouco sobre cada um de vocês e como e quando se juntaram como grupo?

Boa noite! Nós conhecemo-nos quando éramos adolescentes, durante umas férias de Verão, em França. Foi durante os anos 90, enquanto vivíamos com os nossos pais nas nossas pequenas cidades perto do mar. À noite saíamos para os mesmos clubes e raves. A partir daí tornámo-nos amigo, mesmo antes de irmos estudar para Paris. E foi em Paris que começámos a consumir música electrónica e a fazer a nossa própria música.

Ao ouvir as vossas músicas, somos automaticamente transportados para as fases mais electrónicas dos anos 80/90. Porque é que adoptaram este tipo de sonoridade e como tem sido essa evolução desde o vosso início de carreira, até aos dias de hoje?

Nós realmente gostamos das baterias, sintetizadores e músicas pop dos anos 80 e, para além disso, crescemos com o lado techno e frequentámos raves dos anos 90. Tudo isso é incluído no nosso trabalho musical, mas é difícil definir precisamente como tudo se desenrolou, porque as influências são sempre uma mistura de tanta coisa…

Quantos álbuns e ep’s têm neste momento e qual acham ter sido o mais importante na vossa carreira?

Nós realizámos 3 álbuns, o primeiro em 2003, depois o segundo em 2007 e agora este “Nuit De Rêve”, em 2011. “Nuit de Rêve” é certamente o álbum mais coerente, porque foi construído como uma banda sonora de um filme. Todas as músicas foram compostas com os mesmos sintetizadores, essencialmente com um Minimoog e um Yamaha CS 80 e as mesmas baterias. Isso dá a todo o álbum um som único e por isso mesmo, é provavelmente o disco que nos deixa mais felizes.

Falando neste novo “Nuit de Rêve”, o que têm a dizer sobre o disco? Foi um álbum bastante demorado e trabalhoso ou foi de relativamente fácil construção?

A maior dificuldade foi definir os instrumentos que queríamos usar para o álbum, depois tínhamos imensas ideias para as melodias e os temas. Ficámos em estúdio vários meses para definir todo o mood do álbum, melodias, etc… O estilista francês Agnes B disponibilizou-nos um estúdio em Paris, para trabalhar, e assim fizemos todo o álbum no interior desse mesmo espaço. Ainda o continuamos a usar para bandas sonoras. É um óptimo espaço e podemos despender de todo o tempo que precisarmos, por isso é perfeito ter essa oportunidade nos dias que correm.

Já vi que no disco, são várias as faixas que contam com participações de outros artistas. Eles são pessoas próximas, artistas que admiram, amigos?

Depende. Nós somos grandes fãs do Jimmy Somerville e conseguimos o seu contacto, decidindo assim enviar-lhe uma das nossas faixas por e-mail. Ficámos bastante surpreendidos, porque ele realmente ficou muito contente e aceitou cantar no tema. A mesma história com Daniel Agust dos Gus Gus, que vive na Islândia. Depois Koudlam e Chloé, visto já serem nossos amigos, foi muito mais fácil. Nós adorámos todo o trabalho e universo de todos esses músicos.

Esta é sempre aquela pergunta difícil e ingrata de responder, já que as bandas não precisam de ser catalogadas. A verdade é que, para quem ainda não vos conhece, é bom saberem qual o vosso tipo de som. Como gostam de definir a vossa música?

Baixos obscuros e fortes. Elevada e emocional melodia. Obscuridade/ Luminosidade.

Em relação às letras das vossas faixas, são vocês os autores, escrevendo assim as vossas próprias letras? Quais são os temas que mais gostam de abordar na vossa música?

Nós só escrevemos as letras com a Chloé. Elas falam da falta de algo, do sentimento de sentir saudades de algo ou alguém…

Novo álbum é sinónimo de nova tournée? Consideram-se pessoas de estrada, de ser uma das vossas preferências tocar ao vivo e andar pelo mundo fora ou são mais pessoas de estúdio?

O trabalho em estúdio é bastante agradável. Aí conseguimo-nos sentir isolados de todo o resto do mundo e podemos criar o ambiente que queremos. Adoramos também trabalhar para bandas sonoras. Actuações ao vivo são interessantes também, visto ser muito importante para nós sair, viajar pelo mundo, conhecer novas pessoas e expressar a nossa música de uma maneira mais directa.

Queremos também saber quais as vossas bandas e artistas favoritos e quais os que mais vos influenciaram enquanto banda…

São várias as nossas influências. Gostamos das bandas dos dias de hoje e de diferentes estilos, mas também adoramos os sons dos anos 80 e 90, o som de Madchester nos anos 90, a new wave dos 80, techno de Detroit e Bélgica, punk, etc. Por isso mesmo, é um pouco difícil de definir as nossas influências.

De certeza que pensam no futuro e que imaginam como será a vossa vida daqui a uns anos. Quais são os vossos projectos e sonhos que pensam poder concretizar nos próximos tempos?

Gostávamos de poder responder a esta pergunta, mas o tempo hoje em dia passa tão depressa que é impossível falar nos próximos anos. Mas, fazer música! Por outro lado, falando num futuro mais próximo, vamos fazer a nossa tour, para promover este novo álbum, vamos fazer mais bandas sonoras e também música para outros artistas e para nós próprios!



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