“Se eu fosse um livro” | José Jorge Letria e André Letria

“Se eu fosse um livro” | José Jorge Letria e André Letria

Que livro escolherias?

Em “Fahrenheit 451”, Ray Bradbury criou um mundo distópico pintado de cinzento, onde os bombeiros invertiam o seu raio de acção e, em vez de apagarem fogos, eram os seus promotores, numa sociedade em que a presença de livros era negada em todas as Bibliotecas, fossem elas pessoais ou privadas.

Para que os livros não desaparecessem, um grupo de resistentes decorou cada um o seu livro, fez dele a sua história, tornando possível à palavra escrita perpetuar-se através da oralidade e, sobretudo, da memória. Foi esta a grande homenagem de Bradbury à Literatura, um elogio aos livros que, através de André Letria e José Jorge Letria, nos chega com “Se eu fosse um livro” (Pato Lógico, 2014).

«Se eu fosse um livro, pediria a quem me encontrasse na rua para me levar para casa consigo». É com esta linha com ar de convite que entramos dentro deste diário confessional, onde um livro – ou um aspirante a tornar-se um deles – partilha connosco alguns dos seus desejos: não ser usado como ornamento de prateleiras, não sentir pressa de ler a palavra “fim”, não ser lido apenas por estar na moda e, desejo máximo, mudar a vida de alguém.

Com uma linguagem e ilustrações com forte carga poética, José Jorge Letria e André Letria (pai e filho) criaram um objecto com múltiplos sentidos, apenas ao alcance de quem tem pela literatura um amor profundo. E o leitor, se pudesse escolher ser um livro, qual seria?



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