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“Selvagens”, de Oliver Stone

Wild Thing

Somos convidados a entrar numa vida que se vive a três: Ben (Aaron Johnson) e Chon (Taylor Kitsch) partilham o negócio, bem como o amor por Ophelia (Blake Lively). Chon, um ex-SEAL e ex-mercenário, e Ben, um homem da paz, gerem uma rede de plantação e distribuição de marijuana, em Laguna.

A qualidade do seu produto corre mundo e chega aos ouvidos do cartel mexicano liderado por Elena Sánchez (Salma Hayek) que lhes propõe sociedade, mas acaba por raptar Ophelia. O amor por esta mulher leva os dois amigos a ir ao fim do mundo (da droga) para ter de volta a sua amada. Romântico, não?

O filme realizado por Oliver Stone é bruto, forte e cru; temos acesso ao mundo mais profundo e infernal dos cartéis de droga. Além disso, “Selvagens” (“Savages”) mostra-nos o lado mais primitivo do ser humano e aquilo que se faz para sobreviver. Neste caso, para que o amor sobreviva. Perguntamos de novo, romântico, não?

Entre a violência e a realidade, Oliver Stone presenteia o público com um elenco de luxo que inclui os “pesos pesados” Benicio del Toro e John Travolta, ao lado da nova geração que assume os papéis principais.

Baseado no best-seller de Don Winslow, “Selvagens” não é um filme que reúna consenso junto da crítica, o que vem sendo habitual nos filmes de Stone. Divertido e sangrento, “Selvagens” faz-se acompanhar por uma banda sonora de grande qualidade.

E, no final, eles conseguem recuperar a rapariga? Entre umas pinceladas de Romeu(s) e Julieta e um final previsível, “Selvagens” mostra-nos que o amor vence tudo. Pelo menos, o(s) amor(es) de Ben e Chon por Ophelia.



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