rdb_supermario_header

Super Mario

Ao completar 25 anos de existência, o nome Super Mario é ainda, para muitos, sinónimo de videojogos. A história da mais icónica personagem do mundo das consolas.

Decorria o ano de 1985 quando o jogo que iniciou a saga Super Mario foi lançado. “Super Mario Bros” saía para a NES e não é exagero dizer que, com ele, fica marcado o início de uma espécie de era moderna no mundo dos videojogos.

No entanto, a primeira aparição do adorável e anafado canalizador de raízes italianas aconteceu antes deste lançamento. Alguns anos antes, no jogo de arcade “Donkey Kong”, ele era ainda conhecido como Jumpman e tinha que ultrapassar vários obstáculos e plataformas para salvar a donzela do temível macaco gigante (o próprio Donkey Kong).

De facto, ao longo deste quarto de século, a personagem Super Mário não só acumulou diversos títulos da sua saga, mas também foi várias vezes “emprestada” a outras séries da Nintendo. Senão vejamos: para além de salvar o mundo e, mais recentemente, a galáxia, resgatando a princesa Peach do monstro Bowser, ainda arranja tempo para jogar ténis, golfe, basebol, futebol e basquetebol, para competir em corridas, ser atleta olímpico, dançarino profissional, médico cirurgião e animador de festas caseiras. São mais de 116 participações em diferentes jogos, o que até lhe deu direito a recorde na edição de 2008 do “Guinness World Records”.

E, já que falamos de números, não há como não referir que, no total, foram vendidas mais de 40 milhões de cópias do jogo “Super Mario Bros”. Foi considerado o jogo mais vendido de sempre, até recentemente ter sido ultrapassado pelo “Wii Sports”, que vendeu cerca de 41 milhões de unidades.

Mas regressemos às raízes. Antes de Mario ser Mario, já vimos, era conhecido como Jumpman. No entanto, na altura do lançamento do jogo nos States, a delegação norte-americana da Nintendo queria dar à personagem um novo nome. Foi durante a discussão que o grupo foi interrompido pelo senhorio, Mario Segale, que acabou por servir de inspiração na designação do boneco.

O facto de Mario ser gordo e baixo, de bigode e chapéu – e, sobretudo, um novo paradigma de herói, sem músculos definidos e estatura imponente – acontece devido às limitações tecnológicas com que o seu criador, Shigeru Miyamoto, se deparou na altura. O reduzido número de pixeis e cores dificultava a tarefa e, por ser difícil fazer a animação do cabelo, optou-se por um chapéu. Já o bigode surgiu para acentuar o nariz, e porque não havia espaço para uma boca. Os suspensórios foram criados porque, ao animar o movimento dos braços no ar, com uma camisola da mesma cor, eles desapareciam.

Miyamoto trabalha para a Nintendo desde os anos 70 e esteve envolvido na criação do primeiro jogo de sempre da empresa, “Sheriff”, em 1979. Mas o pontapé de saída para a sua carreira foi, como já vimos, a criação daquela que será, possivelmente, a personagem mais icónica da história dos videojogos. Para além disso, com o Super Mário foi popularizada a jogabilidade de plataformas em side-scrolling, que ditou as regras para milhares de jogos entretanto desenvolvidos.

A saga Super Mário fica marcada, de facto, pela forte inovação tecnológica dos seus jogos. Desde o já referido side-scrolling patente nas suas primeiras aventuras em 2D, passando pelas primeiras incursões pelo 3D em “Super Mario 64” e, mais recentemente, atingindo níveis de excelência também a três dimensões em “Super Mario Galaxy” 1 e 2.

Mas Mario é muito mais que o resultado do acumular de inovações tecnológicas. Ele atravessa fronteiras e barreiras culturais, e a prova disso é um estudo realizado em 2007, que mostrou que ele é mais conhecido que a própria Paris Hilton. 69 % dos inquiridos identificaram a personagem e conseguiram atribuir-lhe um nome, enquanto que só 53% conseguiu reconhecer a mais famosa herdeira do mundo.

O facto de ser tão conhecido dever-se-á não só aos jogos, mas também à sua presença em programas de televisão, livros de banda-desenhada – no Japão, a saga “Super Mario Kun” já dura há mais de 20 anos, – e até a um filme. Lançado em 1993, “Super Mario Bros.” foi a primeira tentativa de adaptação de um jogo à sétima arte, mas foi um falhanço, tanto a nível comercial como da crítica. O objectivo era dar à história uma faceta mais obscura, mais adulta. Contava com Bob Hoskins e Dennis Hopper no elenco, e consta que Dustin Hoffman estaria interessado no papel de Mario, uma vez que os seus filhos eram fãs do jogo.

25 anos de existência são um excelente motivo para celebrar, retirar o pó aos cartuchos e juntar os amigos para uma partidinha de Super Mario. Os fãs mais acérrimos podem até desembolsar uns euros pela nova edição limitada da Wii ou Nintendo DSi XL, ambas vermelhas, em honra da personagem, e como o jogo “New Super Mario Bros.” a acompanhar.

SUPER MARIO NA RUA!

Super Mario Bros. from Andreas Heikaus on Vimeo.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This