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Terry Rodgers

Sexy, dirty, Gossip Girl.

Podemos falar em dois pontos de partida quando falamos da obra de Terry Rodgers. Em criança a mãe deu-lhe um antigo estojo de pintura. Nunca mais parou. Mais tarde o avô ofereceu-lhe uma câmara fotográfica. A sua obra demonstra como poucos o cruzar destas duas formas de arte. Se os quadros parecem grandes impressões fotográficas, na verdade encontramos representações de um certo tipo de autenticidade do que de parecenças com o mundo real.

Terry Rodgers nasceu a 11 de Setembro de 1947 no Massachusetts e viveu em Washington, DC e Ohio. Quando chega à Universidade de Amrest já desenhava regularmente. O treino que então ganhou – pintava modelos diariamente – treinaram-lhe a mão para que respondesse ao que os olhos lhe diziam.

Mais do que copiar a realidade, o trabalho de Rodgers procura emanar um sentido de autenticidade. Quando sai da Universidade, em 1969, a Pop Art começava a afirmar-se, trazendo de volta algum tipo de figuracionismo, por oposição ao abstraccionismo que vigorara em décadas anteriores. No entanto, esta forma de figuração não lhe era suficiente. Rodgers procurava uma outra forma não abstracta de se expressar, uma linguagem que espelhasse uma maior consciência do nosso lado físico.

Terry foi então viver para uma comuna de artistas (músicos, cineastas, criativos), onde pintou com independência. Com o chegar dos anos 80 e 90, Rodgers saiu para as ruas ao encontro de uma geração transformada pelo dinheiro, cocaína, glamour e uma comunicação social omnipresente. Então chamou a si a tarefa de pintar um fresco da América contemporânea.

Se à primeira vista parecem apenas grandes fotografias de gente jovem e bela, um olhar mais atento descobre telas preenchidas com aguçada crítica social.

As suas telas, habitualmente de proporções gigantescas, retratam aquilo que Terry Rodgers vê nas novas gerações, numa classe alta, onde novos valores de impõem. Um pouco como que uma transposição para arte gráfica do que podemos ver em séries como Gossip Girl ou 90210.

Há uma forte carga de sexualidade muito explícita, que projectam a forma como o artista vê a juventude entregue aos tempos livres, num ambiente que lembra bacanais clássicos.

Mulheres semi-despidas de corpos despidos povoam as cenas que pinta, numa análise (mais do que uma crítica) dos padrões vigentes. De certa forma, Rodgers pretende construir uma nova iconografia dirigida às novas gerações. Um registo da sua visão para a posteridade.



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