zeus

Zeus

A vida de Manuel Teixeira Gomes em filme.

Zero parece ser nada mas também pode ser tudo! Há que dar a devida importância e valor ao tão pouco que parece existir no nada, no começar sempre da base do reínicio. É importante dar-lhe o optimismo da liberdade.

Foi apresentada no dia 5 de Janeiro a Sessão Especial de Estreia do filme realizado por Paulo Filipe Monteiro e que contou com a presença do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

Zeus é um filme baseado na autenticidade da vida privada e presidencial de Manuel Teixeira Gomes, que nos deixa conhecer alguns dos seus principais traços de personalidade, diversos estados de alma, atitudes pessoais e políticas e onde se denota uma simbiose propositada de decisões tomadas resultantes da sua própria vivência, sentido de liberdade e pensamento social da época.

“Digo sempre o que penso” e agora, agora penso ter “um sinal” para a escolha das linhas de semelhança e divergência do antes para o agora e que me solicitam dar-vos a conhecer através deste novo Zeus – um deus e Homem todo… especial!

Não deixando de mencionar a qualidade de representação de todos os actores, não posso deixar de enaltecer e parabenizar o actor Sinde Filipe que nesta personagem consegue levar-nos a deambular por compartimentos diversificados de sentimentos que nos são comuns, tal é a leveza e veracidade com que nos presenteia a cada expressão ou atitude. Tanto nos reivindica o apelo ao sentido de como viver e actuar em sociedade, como nos arremessa para a parte mais recôndida e egoísta do nosso eu e nos obriga a relembrar de como é necessário simplesmente existirmos.

No que quer que comece ou acabe “a vida é um combate sem fim” em prol de uma paz interior. Já alguma vez experimentaram subir dunas? Não é vergonha ter de apoiar os joelhos…! Mas vale sempre a pena ver a paisagem do lado de lá – tanto podem ser moinhos de vento como “montanhas que ouvem, que não têm língua nenhuma”. Talvez seja por isso que “poucos são dignos da solidão… também estou convencido que sou um desses poucos”.

No silêncio de si mesmo sente as “saudades de escrever”. Afirma que “na literatura só há um tema – o amor. O resto é paisagem”. E, bem longe de Portugal, descobre como “a amizade é uma boa forma de amar”.



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