“Como Traçar o Próprio Destino”, de Kristen Perrin
Segredos com Cabo de Rubi
Como Traçar o Próprio Destino, de Kristen Perrin (Singular, 2025), é a sequela de Como Resolver o Teu Próprio Homicídio, também publicado pela Singular, ambos da série Os Arquivos de Castle Knoll.
Embora possam ser lidos independentemente, para a história fazer mais sentido, e dado que existem personagens que transitam de um livro para o outro, convêm ser lidos em sequência.
Trata-se de um cozy mystery, inteligente e envolvente, de ritmo ágil e capítulos curtos que estimulam à leitura, e que mantém a fórmula original: background numa vila isolada, com muitos segredos escondidos, personagens excêntricas e altamente suspeitas, e uma dualidade temporal, que segue a vida e peripécias de Annie (sobrinha de Frances), no presente, e as descobertas e ações de Frances, no passado.
Mas, de repente, já não me interessa se estou a seguir as pisadas da tia Frances. Estou a aceitar a maneira dela de fazer as coisas. Quero saber a verdade. Mesmo que isso signifique descobrir segredos desagradáveis. E mesmo que esses segredos sejam perigosos.
Seguindo as pisadas da tia Frances, Annie Adams está a tentar adaptar-se à sua nova vida de herdeira, na vila de Castle Knoll.
Ainda nada ambientada na sua nova moradia em Gravesdown, e a sofrer de bloqueio de escritora, dá de caras com Peony Lane, a vidente local, que lê novamente a sorte, desta vez, dela própria, para apenas poucas horas depois ser encontrada morta, com uma adaga de rubi nas costas.
E é aqui, que a sorte (ou azar) de Peony Lane e Annie se entrelaçam, com Annie a tornar-se a principal suspeita do crime.
Cabe a Annie decifrar mistérios do passado, mais concretamente um desaparecimento, e três mortes suspeitas, nos quais Peony Lane esteve, direta ou indiretamente, envolvida, em 1967, para conseguir limpar o seu nome no presente, para isso conta com a ajuda do Detetive Crane, da sua amiga Jenny e dos diários e arquivos da tia-avó Frances.

Conforme o mistério se adensa, segredos começam a ameaçar pular para fora da caixa de pandora, diários desaparecem, e Annie começa a repensar em quem pode realmente confiar.
Esta história, apesar de retratada num tom mais leve, apresenta-nos vários crimes, drama familiar, dúvidas existenciais, segredos e omissões, traições, a influência do destino, e termina com um cliffhanger que nos deixa curiosos, a querer saber mais.
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