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A poesia sobe aos palcos do Festival de Teatro de Almada

Charlotte Rampling e "Ode marítima" de Fernando Pessoa, são os grandes destaques da 27ª edição do Festival.

A poesia emerge este ano como um dos eixos da programação da 27ª edição do Festival de Teatro de Almada (FTA). Organizado pela Câmara Municipal em parceria com a Companhia de Teatro de Almada, regressa como habitualmente entre os dias 4 e 18 de Julho em salas de Almada, Lisboa e, pela primeira vez, do Porto.

“O teatro é poesia, e o texto poético, pela sua complexidade de escrita permite criar uma relação especial com o público”, diz Joaquim Benite, fundador e director do festival desde 1984. “Ode Marítima” de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos, num dos espectáculos mais aguardados “será um momento único”, e Charlotte Rampling, reconhecida actriz inglesa que dirá textos em “Yourcenar/Cavafy”, são os grandes destaques desta edição.

Carmen Dolores, Eunice Munõz e Maria Barroso, estarão juntas num recital de poesia. A última será a figura artística homenageada do festival de 2010. Textos de autores consagrados como Shakespeare, Ibsen, Fugard,  Boris Vian, Camões, Daniel Gorjão também marcarão presença.

O Festival de Almada dá, este ano, ”novos passos em frente”. Apesar do aumento do subsídio, que passou de 500 mil euros para cerca de 570 mil euros, o crescimento do FTA deve-se sobretudo, ao aumento das parcerias, e cooperação com as companhias de teatro internacionais. “Existe um ambiente de convergência em relação ao festival de Almada”.

Considerado o melhor festival de teatro de Portugal, o FTA é o terceiro melhor festival de teatro da Europa, depois de Avignon (França) e Edimburgo (Escócia), segundo palavras de Benite. A edição deste ano apresenta o maior número de produções de sempre, 30 criações, das quais 14 estrangeiras e 16 portuguesas, sendo 12 estreias absolutas, um total de 86 apresentações, divididas por 16 salas e espaços diferentes. ”É um sonho do festival”.

Nos dia 17 e 18 de Julho, a Casa da Cerca, acolhe o seminário “Crise, Cultura e Democracia” fomentando a reflexão sobre o tema. Estará patente a exposição de jovens artistas plásticos no Teatro Municipal de Almada com Curadoria de Pedro Calapez, responsável pela concepção do poster do FTA.  O festival encerra com um concerto ao ar livre, pela orquestra Gulbenkian e a orquestra Geração dirigidos pelo maestro Osvaldo Ferreira.



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