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Fink @ Musicbox | 2 de Março

O hype não mora aqui.

Com uma enchente que não se vê todas as noites no Musicbox, foi tarefa hercúlea, para quem chegou mais tarde, ir além do limite do bar. Perfeito: o blues digere-se melhor de copo sempre na mão. E o britânico que trocou a mesa de mistura pela guitarra, não se fez esperar: às 23h00, hora marcada, anunciava-se “finalmente” (nas palavras do próprio) em Lisboa e prometeu uma incursão pelas suas primeiras canções, começando com «Biscuits for Breakfast», do álbum homónimo de 2006.

A atitude foi bem recebida, até porque este não é mais um dos hypes do momento; o público foi caloroso durante a apresentação de “Perfect Darkness”, o mais recente LP, mas um dos momentos mais celebrados seguiu-se a «Pretty Little Thing», uma das primeiras composições de Fin Greenall – que, como Fink, é acompanhado pelo baixista Guy Whitaker e o baterista Tim Thornton, em estúdio e no palco.

Este foi certamente um concerto que encheu as medidas dos fãs e muito competente para quem mais o ouvisse. Pouco mais se poderia pedir, além de uma honestidade crua – a de Fink é credível e a verdade não tem que ser espalhafatosa. O blues e a folk não são tanto exercícios de reinvenção e de tomada de riscos como de comunhão com quem os partilha.

O trio fez assim a sua «Sort of Revolution» (tema que fechou o alinhamento antes do curtíssimo encore) durante pouco mais que uma hora, envolvendo o fiel público nas suas instrumentalizações mântricas e carregando de quando em vez no ritmo e no tom, relembrando-nos que aquele universo não é só deles, é nosso também.



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