Jennifer Gentle

“Valende” é o registo a apresentar pela primeira vez e numa data única em Portugal. A 21 de Janeiro na Casa das Artes, em Famalicão.

Antes que o nome faça qualquer confusão, convém esclarecer que Jennifer Gentle esconde, não alguém do sexo feminino, como se poderia ser levado a pensar, mas sim uma dupla de italianos, Marco Fasolo e Alessio Gastaldello. Os dois sobem ao palco da Casa das Artes, em Famalicão, no próximo dia 21 para apresentar o álbum “Valende”.

Os verdadeiros fãs de Pink Floyd, e consequentemente de Syd Barrett, aqueles que sabem as letras de todas as músicas que foram escritas pelo fundador da banda, já descobriram que o nome nasceu da canção «Lucifer Sam». E essa não será a única relação dos Jennifer Gentle com os Pink Floyd, já que os primeiros são completamente obcecados pelos últimos, o que naturalmente se reflecte nas suas músicas.

Jennifer Gentle nasceu em Padova, no início de 2000. Um ano antes, e depois de uma tentativa falhada com uma outra banda, Carcers, Marco Fasolo, desistiu igualmente da escola e muda-se para Berlim onde se dedica a escrever músicas e a sonhar com uma nova banda depois de trabalhar doze horas por dia a vender gelados. Ao regressar a Itália, encontra Alessio Gastaldello e os dois decidem fundar uma banda.

Contrariamente à moda revivalista da década de 90 que dominava a sua cidade, Jennifer Gentle deu início à criação de um universo paralelo em que Syd Barrett era Deus e que resulta em muita experimentação, excentricidade, ao mesmo tempo que parecem existir momentos puramente acústicos. Daqui surge o álbum “I Am You Are”, completamente produzido e lançado pelos próprios. Apesar da crítica o ter adorado, nem por isso esse aspecto se reflectia em vendas.

O segundo registo, “Funny Creatures Lane”, segue a mesma tendência de experimentalismos e o mesmo fracasso comercial. No entanto, começa a ser falado fora-de-portas e rádios de Nova Iorque, Paris e Belgrado começam a tocar os seus temas. Ao mesmo tempo que a base de fãs vai crescendo, entram em tournée com Acid Mothers Temple’s Kawabata Makoto.

Em 2004, depois de os dois membros convidados para os espectáculos ao vivo terem decido abandonar a banda, surge o contrato com a conhecida editora Sub Pop Records, de Seattle.

“Valende” é o seu terceiro álbum e a desculpa para uma tournée onde se inclui uma única data em Portugal. Seguindo a trilha dos seus trabalhos anteriores, este registo mistura melodias alucinadas com vozes propulsionadas a hélio, guitarras acústicas, glockenspiel e violinos. Apesar da confusão aparente, na qual só mesmo a banda deve encontrar um rumo, a sua música faz decerto as delícias daqueles que não têm medo algum de experimentar algo novo. Pelas 23 horas de 21 de Janeiro na Casa das Artes, em Famalicão.



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