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Lisboa Games Week 2016 | Reportagem

Mais um ano, mais uma festa de videojogos!

Desta vez com o patrocínio da Worten, neste último fim-de-semana teve lugar a terceira edição do Lisboa Games Week. A FIL foi, uma vez mais, o palco de eleição para “a maior festa de videojogos” em Portugal. Além das várias actividades presentes no evento, durante quatro dias a fio – de 17 a 20 de Novembro – visitantes de todo o país tiveram “a oportunidade de experimentar as mais recentes novidades da indústria do entretenimento digital”. Isto não só a nível internacional mas também nacional. A conversa que tivemos com o Pedro Silveira – o responsável por este projecto – em jeito de antevisão ao LGW deste ano, só aguçou ainda mais a nossa curiosidade e é claro que não podíamos deixar de marcar presença neste evento. Chegou então a altura de partilharmos convosco a nossa visão do Lisboa Games Week 2016!

Apesar das grandes novidades que traz sempre consigo, o facto é que o Lisboa Games Week é já tido como uma referência, no que toca a espaços de reunião e convívio, para muitos fãs e entusiastas da temática de videojogos. Como tal e sobretudo graças ao feedback deixado pela comunidade, aquando e no final dos dois LGW que antecederam este de 2016, não temos ficado indiferentes ao esforço da produção em aprimorar a distribuição dos vários pólos de actividades deste evento. Este ano, claro, não foi diferente. Como não podia deixar de ser, as grandes marcas estiveram presentes neste evento e, logo à entrada, pólos como os da Capital Games e da Sony foram fáceis de identificar. O mesmo se pode dizer dos da ASUS, XBox e também do espaço da Warner Bros. Interactive, a cargo da Upload Distribution, no qual o Cavaleiro das Trevas era quem dava as boas vindas aos fãs. Já a Nintendo, surgiu desta vez mais sumida, identificada apenas pelas suas cabines. Ao centro regressou o palco de apresentações. Foi neste espaço que foram reveladas as principais novidades deste evento e escusado será dizer que durante esse período foi este o principal foco da atenção por parte dos visitantes. Quanto aos estúdios independentes, esses puderam desta vez contar com um espaço muito especial, designado como Indie Dome, e foi aí que apresentaram as suas mais recentes novidades.

O bem-estar dos visitantes foi também tido mais em conta e regressaram as lojas de merchandise e arte dedicadas às séries preferidas dos fãs. Os mais comilões, ou os que tivessem intenções de passar a maior parte do dia no Lisboa Games Week, podiam contar com a habitual zona de refeições e também com alguns espaços dentro do próprio evento que lhes poupavam o transtorno de terem de atravessar todo o recinto em busca de algo para saciar a fome. A organização desta edição do LGW ficou marcada pela oferta de mais corredores e espaços abertos, ou seja mais hipóteses para os visitantes se dispersarem. Só que apesar disso, não deixámos de reparar que quanto mais mergulhávamos no evento mais essa amplitude era comprometida. Acontece que a cada edição do Lisboa Games Week o número de visitantes tem crescido a olhos vistos. De tal forma que para este evento se esperava atingir os cerca de 50 mil visitantes. A julgar pelo que presenciámos, parece que foi com relativa facilidade que as expectativas foram cumpridas, o que é fantástico, só que isso traduziu-se num grande azáfama como a de Sábado, um dia em que a adesão foi enorme. Claro que o bom senso e as boas maneiras de quem transita por este tipo de eventos são uma condicionante para quem espera uma experiência mais agradável – pelo menos no que diz respeito à deslocação pelo evento – mas ainda assim, a impressionante adesão da qual o LGW se pode agora orgulhar já acusa que este evento teria beneficiado de um espaço ainda maior.

Mas vamos ao que realmente fez sair de casa os visitantes desta terceira edição do Lisboa Games Week. Falo claro dos jogos e de facto foram muitos. A cargo da Capital Games, a 2K marcou presença no evento com as mais recentes entradas nas séries NBA 2K e WWE 2K. Fosse para marcar uns cestos ou para aplicar uma poderosa Clothesline no adversário, este foi espaço que teve sempre movimento. O mesmo se pode dizer do lado da Warner Bros. Interactive presente neste evento graças à Upload Distribution. Batman não fugiu aos olhos dos visitantes e convidou-os para um regresso à irrepreensível série Batman: Arkham. Batman: The Telltale Series marcou também presença mas a grande novidade deste espaço foi mesmo Injustice: Gods Among Us 2. Este título será apenas lançado no ano de 2017 e apesar não ter sido possível jogá-lo, a apresentação de que foi alvo, onde foram mostrados os movimentos de personagens do jogo, cumpriu o propósito de aumentar o interesse e curiosidade de quem já é fã do primeiro jogo da série e não só. Um pouco mais à frente, a irreverente série Lego marcava também o seu regresso pronta a animar o dia de quem por lá passasse, sobretudo a malta mais nova, com a sua boa disposição.

Os fãs de adrenalina não foram esquecidos, com WRC 6 a competir contra a grande novidade que é GT Sport – com data de lançamento prevista para o próximo ano – pelo lugar no pódio, a ver qual atraía mais fãs da condução. Já que falamos na Sony, não pudemos deixar de elogiar a forte presença que a marca teve neste Lisboa Games Week. Além de ter tido a seu cargo algumas apostas seguras como os já lançados Rise of the Tomb Raider e Dragon Ball Xenoverse 2, não deixou também de se fazer acompanhar por uma área reservada para o PlayStation VR e por algumas novidades ainda por lançar. A primeira que experimentámos foi Horizon Zero Dawn da Guerrilla Games. Por cá, será lançado no dia 1 de Março de 2017. O que tivemos em mãos foi uma demo algo curtinha mas que mostrou muito bem o potencial deste exclusivo para a PS4. Cenários vibrantes, dão vida e cor à aventura de Aloy, a protagonista, e as criaturas mecânicas por eles espalhadas mostram que o que este mundo pós-apocalíptico tem de belo, tem igualmente de perigoso. A acessibilidade com a qual alternámos de equipamento – que confere ao jogador um agradável leque de abordagens – foi bastante elogiada por nós, bem como toda a fluidez em termos de deslocação pelos cenários e grafismo. Este será certamente um título a ter em conta no próximo ano que vem e recordo que o experimentámos na PS4 normal. A PRO ficou reservada para outras aventuras e uma delas foi Gravity Rush 2, outro título com data de lançamento prevista para 2017, desta vez para o dia 18 de Janeiro. Kat regressa ao protagonismo da série, acompanhada pelo seu leque de habilidades que lhe permitem manipular as forças da gravidade. Voámos, pontapeámos e derrotámos uma série de inimigos e por lá tínhamos ficado se não tivéssemos mais para ver. Uma vez mais o grafismo e a arte conceptual são do melhor que já vimos e mal podemos esperar para deitar as nossas mãos à versão completa que será lançada no próximo ano.

Mas não foi só de 2017 que falaram as novidades da Sony. Lembram-se de ter dito que volta e meia o palco de apresentações se tornava o principal foco dos visitantes? Desde o palco principal da final do torneio de Mortal Kombat X houve muito para ver aqui neste espaço e para nós um dos momentos mais emblemáticos envolveram The Last Guardian que tem data de lançamento prevista já para o dia 7 de Dezembro. Não, não o pudemos jogar mas fomos brindados com largos minutos de jogabilidade que só reforçam que Dezembro não podia estar mais longe. Puzzle, atrás de puzzle, salto atrás de salto, acompanhar os dois protagonistas da história deste jogo, um jovem rapaz e a criatura gigante chamada Trico, foi um deleite para os nossos olhos. Terminada a demonstração, ficou a vontade de jogar e ver mais.

A Nintendo, como disse marcou uma presença mais sumida mas que ainda assim não deixou de oferecer bons momentos de diversão com Super Smash Bros. e Super Mario Maker. O género FPS também se fez notar neste LGW. Vários foram os títulos deste género presentes no evento: desde o mais recente Gears of War, no espaço da Xbox, passámos por Dishonored 2, Overwatch, Battlefield 1, Titanfall 2, Call of Duty: Infinite Warfare e até pela mais recente expansão de Destiny que se chama Rise of Iron. Houve acção para todos os gostos mas não pudemos deixar de reparar que pelo meio da enorme afluência a estes títulos se encontravam jogadores (por vezes bem) abaixo da idade recomendada que lhes tiveram acesso. Um facto que não se verificou só aqui. Os mais competitivos não foram igualmente esquecidos e o LGW continuou a ser palco dos mais variados torneios, desde Street Fighter V a FIFA 17 e PES 2017, Rocket League, entre muitos outros.

No que diz respeito aos estúdios independentes, desta vez puderam desfrutar de um espaço bem mais “acolhedor”. Foi no chamado Indie Dome que os visitantes puderam observar e experimentar o que de melhor se faz na indústria tanto no estrangeiro como em Portugal. O que é nacional é bom e vários foram os jogos presentes neste espaço, todos com uma abordagem bem original à temática dos videojogos que fez as delícias dos visitantes. A Titan Forged Games, responsável por Slinki, trouxe o seu mais recente projecto Tanks Meet Zombies e a Tio Atum marcou também o seu regresso com Greedy Guns. Uma das experiências que mais nos surpreendeu esteve a cargo do Game Studio 78, responsável por HUSH – Into the Darkness. O seu novo projecto, chama-se Vrock, um jogo de realidade virtual que pode ser jogado a solo ou acompanhado por amigos e familiares e que nos permite criar a nossa própria banda e competir contra outras. Mas ainda houve espaço para mais novidades como o Decay of Logos. Desenvolvido pela Amplify Creations, apanhou muitos jogadores de surpresa com o seu mundo aberto à exploração, com fortes inspirações nos universos de Tolkien, Zelda e Dark Souls em termos de Narrativa e jogabilidade. Nos dois vídeos podem encontrar um apanhado geral do que os estúdios nacionais e internacionais trouxeram para o LGW deste ano.

Mais um ano, mais uma Lisboa Games Week, mais uma “festa de videojogos”! As grandes marcas marcaram uma forte presença neste evento mas os estúdios independentes nacionais e internacionais não ficaram nada atrás. Aproveitaram muito bem o espaço que lhes foi reservado, o Indie Dome, e juntos mostraram que têm também eles fortes argumentos para vingar na indústria. Que bom foi, poder assistir neste pólo a tanto trabalho, todo ele tão variado com carimbo nacional. A FIL foi uma vez mais o palco de muitas novidades e imensas actividades. Houve de tudo para todos os gostos e nota-se que o LGW já conquistou a comunidade, pelo que é importante que o espaço seja alargado nas próximas edições. A comunidade já lançou o mesmo apelo e a produção ouviu e prometeu mais e melhor no próximo ano. Em 2017 lá estaremos prontos para celebrar o que melhor se faz na indústria de videojogos, tanto a nível internacional como nacional!



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