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A capa e o livro – uma história com final feliz?

Um livro. Várias capas

Qual o valor destas peças de vestuário que adornam, enaltecem e mascaram o conteúdo de uma obra literária? Será este verniz razão suficiente para nos fazer comprar ou rejeitar aquilo que os autores têm para nos contar?

Existem livros que gritam “Leva-me!”, ” Sou teu!” (nós acreditamos no que eles dizem e acabamos mesmo por levá-los) e outros que nos arrancam gargalhadas (não pelas melhores razões). Digam o que disserem, sim! Julgamos um livro pela sua capa! A primeira impressão conta. E no mundo da tinta e do papel, a primeira impressão é a capa do livro.

Hoje em dia, o design das capas muda de estilo a quase todas as estações e as livrarias apresentam-se como desfiles de moda, nos quais capas icónicas rivalizam e lutam pelo seu lugar no saco dos clientes.

Vários são os exemplos de edições especiais, clássicos reinventados e ilustrações revivalistas de capas que nos obrigam a concordar que uma “carinha” bonita pode não ser tudo, mas ajuda bastante.

Aqui ficam alguns deles.

  • Capas que reflectem a época dos livros que retratam

Set de 6 edições F. Scott Fitzgerald 70º Aniversário por Carolina Bickford Smith (Senior Designer Penguin)

O Glamour Art deco e a Idade do jazz são a grande influência desta colecção.

  • Edições de aniversário


Capas que celebram o centenário do nascimento de Ian Fleming – autor dos livros sobre o espião James Bond. Tal como acontece nos filmes, as Bond Girls têm lugar de destaque e são elas a cara desta colecção.

  • Capas que apetece comer

Colecção “Great Food Series” desenhada por Coralie Bickford-Smith (Penguin).

Cada capa é inspirada pelo padrão da cerâmica típica da época em que cada livro foi originalmente publicado.

  • Clássicos reinventados

“Great Orwell Editions” pelo designer David Pearson (Penguin)

  • Colecções que vão querer completar

Clássicos Oliver Sacks pelo designer Cardon Philip Webb (Vintage Books)

Em separado, as capas representam as alterações neurológicas descritas nos livros. No quadro geral da colecção, estas imagens, supostamente sem conexão, formam o perfil de uma cabeça humana.

  • Capas que não aparentam ser o que são

 

Acabem com a ideia de que a impressão das muitas páginas que constituem um livro é uma ameaça para a natureza e um incentivo à desflorestação!

As coisas mudaram, e a capa da 1a edição do livro “We’re getting on” de James Kaelen revela isso mesmo. Com sementes de bétula incorporadas, quando terminarem de ler este livro podem plantar a capa e, por muito estranho que pareça, contribuir com uma nova árvore para o planeta.



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